quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Revista digital sem complicações

Há quem diga que os impressos estão com os dias contados. Se depender da indústria tecnológica, a contagem já terminou. Ainda há muitos que preferem a leitura tradicional, porém, já faz algum tempo que revistas, jornais e livros têm seu conteúdo disponível online. Estamos na era da interação Homem-máquina.
Enquanto os usuários estão fascinados, as editoras empreendem uma corrida alucinante para acompanhar as inovações que surgem a cada instante. Foi pensando nisso que Jean Frédéric Pluvinage, estudante do último ano de Jornalismo do Ceunsp, em parceria com Ricardo Minoru Horie trouxeram para o mercado o livro “Revistas digitais para iPad e outros tablets – Arte-finalização, Geração e Distribuição”. Lançada pela editora Bytes & Types, a publicação utiliza o InDesign CS5.5 como principal ferramenta e explica em detalhes os procedimentos para que profissionais de diagramação de produtos editoriais dos mais variados segmentos possam produzir revistas digitais no formato Folio (folhas dobradas uma vez ao meio, originando quatro páginas em cada uma). O conteúdo poderá ser visualizado em tablets como o iPad, Galaxy Tab, Xoom, entre dezenas de opções.
O mundo digital oferece infinitas possibilidades, mas render-se ao mundo fantástico da tecnologia requer conhecimento e paciência. Não basta ter a ferramenta, é preciso saber como utilizá-la, e muito bem. De acordo com Jean, “adaptar uma revista impressa para a linguagem do tablet envolve a transposição de uma narrativa linear para uma narrativa digital, sem perder a identidade editorial e gráfica da publicação”. Ele explica que essa narrativa deve instigar o leitor a explorar um conteúdo oculto. “É o prazer de descobrir os níveis de profundidade da revista agregado ao conhecimento e informação que o leitor busca”, complementa.
A obra é pioneira ao tratar do assunto no Brasil e no mundo. Jean afirma estar satisfeito com o resultado do trabalho, e a parceria com Ricardo Horie enriqueceu ainda mais sua experiência. “Espero que o livro se torne uma referência e ajude as pessoas a conhecer melhor esse mercado”, declara Jean.

Atualmente Jean Pluvinage é diagramador e jornalista da revista Desktop, especializada em artes gráficas. Escreveu as reportagens “A arte narrativa na vida digital” e “Próxima partida: Homem x máquina”, ambas para a revista Continuum do Itaú Cultural.
Horie, o coautor, é sócio-diretor da Bytes & Types e já publicou mais de 50 livros técnicos na área de editoração eletrônica.  

O livro está disponível na loja virtual da Bytes & Types. A editora também disponibiliza no site arquivo em PDF com amostras de algumas páginas – http://www.bytestypes.com.br/

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Marley e eu

Esses adoráveis anjos de patas

Aqueles que me conhecem sabem muito bem que eu não poderia deixar de mencionar este livro. Sei que ele foi comentado à exaustão, que continua sendo sucesso de vendas e coisa e tal. Mas, quem tem em casa um ser de quatro patas, com cara de pidão e pelos no corpo, pode perfeitamente se identificar com a história comum e ao mesmo tempo emocionante de uma família e seu labrador endiabrado.
Também não vou contar aqui a saga do cãozinho Marley, que todos também já conhecem. Ela se repete diariamente em muitos lares. No entanto, vale lembrar que este é um dos poucos livros que viraram filme sem perder a essência da história impressa. A convivência entre o ser humano e os animais, muito mais do que modismo, pode significar um aprendizado muito rico, já que a amizade e o amor incondicional desses ‘anjos de patas’ são capazes de nos transformar, para melhor.
Emoção e muitas risadas garantidas.

Publicado pela Prestígio editorial, 2005, ISBN 978-85-00-02157-2 – 302 páginas.

Enquanto o amor não vem


O meio-tempo para o amor

Você conhece alguém que encontrou o amor verdadeiro? Acredita que ele exista aqui na Terra? Bem, talvez algumas pessoas conheçam outras que estejam vivendo, ou tenham vivido um sentimento vivo e intenso. Até mesmo pode haver quem esteja lendo essa resenha e conheça de perto o amor de verdade. Essas pessoas devem agradecer todos os dias, pois no plano em que vivemos isso equivale a encontrar um tesouro, ou ganhar sozinho o prêmio acumulado da mega sena.

Para Iyanla Vanzant é possível encontrarmos o amor que desejamos. Em seu livro ‘Enquanto o amor não vem’ ela nos indica a fazermos uma faxina em nossa vida sentimental, através de pequenas histórias de gente comum, com seus conflitos, angústias e alegrias. Ela nos ensina a aproveitar o tempo de espera – denominado de meio-tempo – para que o façamos valer a pena.

A leitura é leve, atraente e aborda conceitos de auto-estima, mágoas, relacionamentos obsessivos, medo, auto-sabotagem, e outros empecilhos a nossa felicidade afetiva, criados por nós mesmos.

Segue algumas palavras de Iyanla no início do livro:
“Haverá um momento em sua vida em que o amor vai chegar. Antes disso, você terá feito tudo o que podia, tentado tudo o que podia, sofrido o quanto podia e desistido muitas vezes. Mas, com a mesma certeza com que você está lendo este texto, posso lhe garantir que esse dia virá. Nesse meio tempo,  este livro vai lhe contar muitas histórias e lhe ensinar algumas coisas que você pode fazer para se preparar para o dia mais feliz de sua vida: o dia em que experimentar o amor verdadeiro.”

A autora garante que já encontrou o seu grande amor. Espero que aqueles que lerem o livro também tenham a mesma sorte, inclusive eu...

Publicado pela Sextante, 1998
ISBN 85-86796-23-9 
264 páginas

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Talento à prova de crise



A autora dá dicas de como driblar as várias crises pelas quais passamos, 
tanto as externas quanto as internas

As crises existem, é um fato. Elas podem estar no lar, na empresa, no mundo e dentro de nós. Todos as enfrentamos, mais cedo ou mais tarde, e o modo como encaramos esses períodos de turbulência é o que nos diferencia. Muitos afirmam que uma pessoa bem sucedida teve sorte; pode ser, afinal, bons ventos não fazem mal a ninguém. Mas, será que foi só isso? Essa ideia pressupõe que o Criador seja um ser caprichoso, elegendo alguns de seus filhos para serem bafejados pelo sucesso, enquanto outros se vêem na angústia de terem todos os seus projetos desmoronados pela mão do destino. Não é bem assim. Leila Navarro, em sua obra ‘Talento a prova de crise’, sugere que identifiquemos e superemos as várias formas de crise, inclusive como tirar proveito delas.

Há um provérbio antigo que diz: ‘Deus nos dá o frio conforme o cobertor’, ou seja, a ninguém é oferecida uma tarefa, um desafio, para os quais não tem condições (inteligência) de solucionar. A proposta da autora é mostrar, através de sua larga experiência na área do comportamento humano, que podemos controlar as situações críticas do dia-a-dia e redescobrir o talento existente em cada um de nós.

A linguagem literária é franca, jovial e de estilo irreverente. Utilizando-se de casos e testes, Leila nos ensina a nos tornar cúmplices de nós mesmos, e nos armarmos emocionalmente para os momentos em que o universo parece não conspirar a nosso favor.
A obra traz também comentários de autores e especialistas como Max Gehringer, Içami Tiba, Luiz Marins, prof. Gretz, entre outros.

Leila Navarro realiza palestras motivacionais e comportamentais, percorrendo o Brasil com suas apresentações. Ela é autora de mais onze livros e figura na revista Veja entre os vinte maiores palestrantes do país.

Publicado pela Thomas Nelson Brasil, 2009
ISBN 978-85-7860-056-3 
205 páginas

Guia de elegância de uma reles mortal


Finalmente, alguém percebeu que não dá para a maioria das pessoas ficar elegantes gastando o que não têm, muitas vezes, com peças que nada têm a ver com o estilo de quem irá vesti-las.

De acordo com Helena Perim Costa, elegância não é uma questão de luxo. Com bom senso e um bom espelho você chega lá. A autora, embora tenha morado em uma cidade cara como Milão, se declara uma ‘reles mortal’ – sempre dependeu de salário para sobreviver, e leva uma vida que ela mesma classifica como ‘normal’ – trabalhar a semana toda, pagar contas, aluguel etc.

Por ser observadora e detalhista, percebeu que os milaneses respiram moda. Há lojas por todos os lados, e aonde quer que se vá naquela cidade, irá fatalmente dar de cara com uma vitrine. E foi levando uma vida comum que Helena percebeu que aquilo que se vê nas vitrines não é o mesmo que se vê nas ruas. Afinal, em qualquer lugar do mundo, são poucas as pessoas que podem se vestir com roupas de marca, usar sapatos de salto 10 e bolsas de grife.

Pensando nisso, a autora, que não é profissional de moda e nem tem amigos que atuem nessa área, resolveu publicar o ‘Guia de elegância de uma reles mortal’. De uma forma bem humorada, o livro oferece truques e dicas para se manter bem arrumado sem arruinar a conta bancária.

Portanto, antes de correr às lojas dê uma boa olhada em seu armário e tenha o Guia de elegância sempre a mão, porque mais do que estar na moda, ser elegante é criar um estilo próprio, seguindo as regrinhas básicas com criatividade, limite, humor e muito bom senso.

Publicado pela editora Matrix, 2006 
102 páginas

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os sertões


A terra, o homem, a luta

Publicado em 1.902, “Os sertões” trata da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de São Paulo.

No entanto, antes de falar sobre o livro é necessário destacar o contexto sócio-cultural em que ele foi escrito. Com base na seleção natural de Charles Darwin sobre a evolução das espécies – a teoria da evolução – surgiram correntes nas ciências sociais que se apoiavam na tese da sobrevivência da espécie humana para instituir o controle demográfico. Mais conhecido como darwinismo social, o pensamento sustentava a idéia de que características biológicas e sociais determinavam que uma pessoa fosse superior a outra. Alguns dos padrões determinantes da superioridade de um indivíduo seriam um maior poder aquisitivo, a habilidade nas ciências exatas e a raça. O Darwinismo Social foi empregado para tentar explicar a pobreza pós-revolução industrial, sugerindo que os que estavam pobres eram os menos aptos (segundo interpretação da época da teoria de Darwin) e os mais ricos, que cresceram economicamente, seriam os mais aptos a sobreviver, por isso os mais evoluídos.

A tendência de se construir explicações biológicas para comportamentos considerados como socialmente indesejados, tais como o alcoolismo, a violência, a tristeza ou a depressão e a infância problemática (ao que hoje damos o diagnóstico de DDA – Distúrbio de Déficit de Atenção), caracterizou grande parte do discurso da Higiene e da Medicina Legal no final do século XIX e inicio do XX.

Euclides da Cunha era jornalista, militar e republicano, e sua formação ocorreu dentro dessa maneira de pensar.  Ele acreditava ser o Homem um produto do meio (determinismo – a miscigenação dos povos é contra as ‘leis naturais’).

Em “Os sertões” o autor aborda a questão da miscigenação no Brasil, fazendo uma distinção entre o sertanejo do litoral e do interior do país. Euclides baseia-se nas teorias raciais da época, compondo uma teoria na qual mostra como é prejudicial à intensa mestiçagem, pois pode trazer elementos de uma raça evoluída, degradando-os com os elementos de uma raça que se encontra em estágio inferior:
“A mistura de raças mui diversas é, na maioria dos casos, prejudicial. Ante as conclusões do evolucionismo, ainda quando reaja sobre o produto o influxo de uma raça superior, despontam vivíssimos estigmas da inferior. A mestiçagem extremada é um retrocesso. O indio europeu, o negro e o brasílio-guarani ou o tapuia, exprimem estágios evolutivos que se fronteiam, e o cruzamento, sobre obliterar as qualidades preeminentes do primeiro, é um estimulante a revivescência dos atributos primitivos dos últimos. De sorte que o mestiço — traço de união entre as raças, breve existência individual em que se comprimem esforços seculares — é, quase sempre, um desequilibrado.” (CUNHA, 96, 1985).

O livro acaba, mas não termina. Esta obra foi uma das mais importantes reflexões sobre a identidade nacional. O escritor positivista que acreditava na república é o mesmo que denuncia a dor, a fome e a barbárie. Canudos foi um crime cometido para e pela república. O Estado só chegara tão longe para trazer a injustiça e a morte. Essa não era a república reclamada pelo autor. Euclides não mascarou a realidade porque não pregou uma falsa igualdade social entre as “raças”, o que seria feito por outros. Como identidade nacional, podemos tirar a frase “A nação brasileira é o resultado de uma angústia racial”, e ele, Euclides da Cunha, é o primeiro que se propõe a fazer um estudo a fundo desses cruzamentos todos que nos formam.

Fonte: Wikipédia / Colaboração: Profª Regina Amélio (Ceunsp-Salto-SP)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Há dois mil anos – o encontro com Jesus


Romance espírita de autoria de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, narra episódios do Cristianismo nascente. Considerado como um dos dez melhores livros espíritas do século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela 'Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura', ‘Há dois mil anos’ integra a épica coleção dos romances de Emmanuel constituída na sequência por ‘Cinquenta anos depois’, ‘Ave, Cristo’, ´Paulo e Estêvão’ e ‘Renúncia’.

O livro aborda os principais fatos da vida do senador Públio Lentulus, uma das encarnações do autor espiritual, destacando três momentos: o encontro do homem público com Jesus, a cura de sua filha Flávia e a conversão da esposa Lívia ao Cristianismo.
Emmanuel nos relata sua experiência pessoal, com a riqueza de detalhes que caracteriza seus livros, para que meditemos sobre os instantes preciosos que nos são ofertados ao longo da vida. ‘Há dois mil anos’ traz em seu contexto duas virtudes essenciais ao processo evolutivo do Espírito em busca da felicidade integral: fé e humildade. A obra nos faz refletir sobre o tempo de que ainda necessitamos para o real encontro com Jesus na intimidade de nosso coração.
Publicado pela FEB (Federação Espírita Brasileira) em 1939, o livro já está em sua 48ª edição. ISBN 978-85-7328-364-8 – 495 páginas.
Fontes: Wikipédia  /  RIE (Revista Internacional de Espiritismo) –nº 7 – Agosto/2011 – Literatura – Geraldo Campetti Sobrinho.

domingo, 24 de julho de 2011

Os Césares


A soberba potência da Roma Antiga

“Sempre me interessou saber que Júlio César tinha olhos negros e vivos, e que, sofrendo de calvície, puxava seus cabelos para a frente do crânio e trazia sempre em redor da cabeça os louros ou a coroa de ouro”. A frase é de Ivar Lissner, e com ela o autor abre as portas do passado, numa obra minuciosa sobre a vida dos césares romanos. Ainda no texto de introdução Lissner já chamava a atenção para a verdadeira aparência física de Cleópatra quando escreveu: “... não era o que se costuma chamar uma beldade...”. Isso muito antes de ser encontrada no norte da Inglaterra, em 2007, uma moeda do ano de 32 a.C. com a figura da rainha, revelando uma mulher de testa estreita, queixo pontudo, nariz adunco* - padrões fora de compasso com nosso conceito atual de beleza.
O livro, com texto fluente e recheado de imagens, nos transporta em uma viagem através de 400 anos de história romana, dos tiranos invejosos Mário e Sila ao primeiro imperador cristão, Constantino, o Grande. Desfilam aqui dramas, conquistas, virtudes, grandezas e depravações, conspirações e tramas ardilosas. Os pensadores e gênios não foram esquecidos. Entre eles, Cícero, Sêneca e Petrônio, o ‘árbitro da elegância’ são retratados com o mesmo respeito e valor histórico de seus contemporâneos imperadores. Ivar Lissner consultou à exaustão historiadores da Antiguidade e reconstituiu cada personagem, com o intuito de que aparecessem muito ‘vivos’ aos seus leitores. Boa pedida para quem gosta de História e quer ir além do conteúdo escolar.
A edição de ‘Os césares (apogeu e loucura)’ é o volume 29 da coleção ‘Descoberta do mundo’, publicada pela editora Itatiaia. Título original em alemão: Die casaren (macht und wahn), 500 páginas.
*Fonte: O Globo online, 14/02/2007

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Era do Espírito


"Espíritas, amai-vos e instruí-vos"
No século XIX, o fenômeno das mesas girantes agitou a Europa. Alvo de curiosidade nos saraus parisienses motivava reportagens na imprensa da época. As mesas se moviam e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). Essas manifestações chamaram a atenção do professor Hyppolyte León Denizard Rivail.  Educador, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica, o professor Rivail não aceitou imediatamente a fenomenologia das mesas girantes, mas a estudou com atenção e observou que havia uma força inteligente que as movia. Então, passou a investigar a natureza dessa força, que se identificou como ‘Espíritos dos homens’ que haviam morrido. Rivail analisou as respostas, comparou-as e submeteu-as ao crivo da razão. Os dados foram anotados e ordenados – por isso as obras para o espiritismo receberam a denominação de ‘Codificação’.

Os autores da doutrina espírita são os Espíritos superiores. Assim que o professor Rivail percebeu que as informações formavam um conjunto de proporções doutrinárias, decidiu publicar um livro, e no dia 18 de abril de 1.857 nasceu, em Paris, o ‘Livro dos Espíritos’. Em sua primeira edição, o volume continha 501 questões. Posteriormente, em 1.860, foi lançada a segunda edição com 1.019 questões, além das anotações de Rivail. Resistindo a um século e meio de evolução cultural, filosófica, científica e tecnológica, o ‘Livro dos Espíritos’ continua sendo uma completa síntese de informações contemporâneas, oferecendo subsídios de alto significado aos seus pesquisadores.

Para diferenciar a obra espírita da produção pedagógica, o educador adotou o pseudônimo de Allan Kardec. E sua missão estava apenas no início. Em janeiro de 1.858 Kardec lançou a ‘Revue Spirite’ (‘Revista Espírita’) e, em abril do mesmo ano fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas – o primeiro centro espírita do mundo. O Codificador do Espiritismo (como ficou conhecido) publicou ainda outros quatro livros: ‘O que é o Espiritismo’ (1.859), ‘O livro dos médiuns’ (1.861), ‘O Evangelho segundo o Espiritismo’ (1.864), ‘O céu e o inferno’ (1.865) e ‘A gênese’ (1.868), completando assim os cinco livros da Codificação.

Kardec situou toda a sua pesquisa em bases experimentais, com o intuito de estabelecer a veracidade dos fatos e submeter ao controle da razão os ensinos coletados pelos Espíritos, pois verificou entre eles divergências de opiniões, atribuídas aos diferentes estágios evolutivos das entidades comunicantes. Utilizando-se da mediunidade o Codificador demonstrou à sociedade a sobrevivência do Espírito ao desencarne, e as várias experiências reencarnatórias como fator fundamental para o processo evolutivo ao qual está destinado. O mestre de Lyon nos proporcionou a visão otimista em torno da jornada terrestre, assinalando que a responsabilidade pelo progresso ou o estacionamento na via do crescimento intelecto-moral é de cada um. Desfez a mitologia a respeito dos eternos castigos e penas, assim como das indulgências e benesses celestes concedidas a passe de mágica. O Pentateuco kardequiano traz em seu conteúdo o conhecimento universal vinculado as mais diversas ciências humanas. O trabalho de Kardec nos mostra que a doutrina espírita, na condição de Consolador prometido por Jesus, veio esclarecer ao Homem que a vida não termina com a morte do corpo, que ele é um Espírito imortal que já teve inúmeras encarnações nas quais desenvolveu progressos morais e intelectuais, e que a comunicação com o plano espiritual é um fato.

O Espiritismo possui um roteiro de vida que assegura paz duradoura através da vivência do Evangelho do Cristo. Emmanuel, orientador espiritual de Chico Xavier, em seu texto ‘O mestre e o apóstolo’, deixa explícita a admiração ao Codificador quando diz: “Luminosa a coerência entre o Cristo e o apóstolo que Lhe restaurou a palavra. Jesus, a porta. Kardec, a chave”.

Em 1.890, cerca de vinte anos após o desenlace de Kardec, seus amigos reuniram textos e anotações inéditos e publicaram ‘Obras póstumas’, que contém importantes registros acerca de pontos doutrinários e fundamentação do Espiritismo. Aqui, a biografia do mestre lionês é intercalada com o surgimento do Espiritismo, um precioso legado às sociedades espíritas do futuro.

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir continuamente, esta é a lei"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A liberdade começa aos 40



Os bancos universitários estão ocupados por gente madura. Muitos profissionais têm buscado mudar de carreira. Os motivos: o desejo de sair da rotina, a necessidade de explorar novas atividades ou simplesmente a chance de realizar um sonho.
A presença de quarentões nas salas de aula das faculdades é cada dia maior. O crescente envelhecimento da população ativa do Brasil é um dos principais sintomas. Outro fator relevante é a exigência de uma qualificação continuada aliada à experiência do trabalhador que está no mercado profissional. Há mais motivadores de mudanças. O ser humano é essencialmente um colecionador de experiências, e nele existe o temor de que a vida passe sem que tenha aproveitado ao máximo todas as possibilidades, inclusive em seu trabalho. Dessa forma, a insatisfação com o atual emprego, o dia-a-dia que se tornou extremamente maçante ou a simples vontade de aprender algo novo, tem levado muitos profissionais de meia-idade a buscarem uma segunda ou terceira graduação.
Há pouco tempo atrás, o trabalhador de faixa etária madura já começava a orientar seus passos pensando na aposentadoria. Alguns enxergavam essa possibilidade com pavor, afinal, ela representava decadência, improdutividade e indiferença social. Hoje não é assim. Estamos vivendo mais, e de forma saudável. Além disso, se considerarmos em termos estatísticos, uma pessoa com quarenta e poucos anos ainda tem pela frente um período de tempo igual ao que já trabalhou até então. Diante dessa perspectiva, a atitude de dar uma guinada na carreira ou investir em mais conhecimento na área em que atua é um fator positivo.

O terreno está fértil. Há mais empregos em diferentes áreas do conhecimento e os empregadores não se restringem à sua região geográfica. O conservadorismo está desaparecendo do mundo corporativo e as empresas valorizam a diversidade de formação e a experiência do candidato a uma vaga.
A internet, com as redes sociais e páginas das empresas, mostra um amplo panorama do mercado de trabalho e viabiliza a interação com profissionais de diferentes segmentos. Cursos e eventos também são boas fontes de informação. Mesmo que haja talento para a nova atividade, a demanda de mercado deve ser estudada, e as etapas para a alteração de rota definidas com cuidado.

Para que a transição de carreira seja eficaz é fundamental investir no autoconhecimento. Saber o que é bom para si, quais as verdadeiras razões para mudar, e o que gosta de fazer. É necessário estar seguro da decisão – mesmo porque, a essa altura da vida, não há tempo a perder com escolhas equivocadas. Um erro comum é confundir emprego com carreira e abandonar os dois de forma precipitada por causa de um atrito com o chefe ou de uma insatisfação momentânea.  Embora o cenário atual esteja favorável para que os quarentões experimentem novos rumos na profissão, é significativo o número de pessoas que só embarcam em um novo projeto de trabalho quando são demitidas. Arriscar uma mudança radical no momento da demissão pode ser comparado a uma decisão de campeonato nos minutos finais do segundo tempo. Consultores em recolocação profissional afirmam que o melhor momento de tomar uma decisão dessa importância é quando se está no auge, ganhando bem e empregado, pois quem está por baixo não tem opções e costuma mudar pelas razões erradas. Analisar com cuidado as habilidades e o estilo de vida, e se esses fatores estão em sintonia com a opção em mente, são detalhes a se observar. Uma nova (e eficiente) rede de contatos é importante. Muitas vezes, a nova área possui valores e cultura próprios, que levam um longo tempo para ser assimilados.
Pesquisas apontam que as pessoas com maior desejo de romper com a atual vida profissional têm entre 40 e 50 anos. Ainda que haja dificuldades para encontrar emprego nesta fase da vida, há nichos de mercado onde a turma com mais tempo de batente tem chances de se dar bem, como consultorias, serviços de advocacia ou dar aulas em universidade – atividades em que a experiência ainda tem peso. Quem se graduou nas décadas de 70 e 80 estava preparado para um mundo que não existe mais. No passado, o recém-formado buscava ingressar numa grande empresa e permanecer nela até se aposentar. Atualmente, essa prática só persiste no funcionalismo público.
Uma mudança de carreira bem estruturada agrega valor ao currículo. Porém, além de paixão e aptidão, é interessante ter em mente onde as competências adquiridas poderão ser aplicadas. É importante considerar os custos dessa iniciativa, como investimentos em cursos ou viagens relevantes à nova carreira. 
Aqueles que pretendem deixar a vida de assalariados e serem donos do próprio nariz devem ter cuidado redobrado, pois entrar em campo desconhecido sem uma pesquisa prévia e profunda sobre a área é atirar no próprio pé. Fazer uma boa poupança para se garantir durante a fase de transição é um aspecto que deve ser levado em consideração.

Mudar de profissão pode ser opcional ou um impositivo: nova dinâmica de mercado, tecnologias mais complexas, reestruturação na empresa. A maior dificuldade é buscar um referencial de sucesso que não condiz com os próprios valores. Muitos se comparam a colegas ou personalidades que julgam bem sucedidas e constroem uma ilusão de felicidade que nunca conseguirão alcançar, pois a felicidade não está em ser igual aos outros, e sim em satisfazer os próprios anseios e objetivos. A angústia só passa quando percebemos o que nos faz mal, entendemos por que nos sentimos infelizes no emprego e buscamos soluções. A liberdade está em fazer algo que possibilite realização, em todos os sentidos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Livros virtuais gratuitos da Cultura Acadêmica


Por meio da Editora Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), a UNESP disponibilizou 50 livros virtuais gratuitos no site http://www.culturaacademica.com.br/.

Os títulos integram o selo Cultura Acadêmica e dão continuidade a Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para download.
Consulte o material e ajude a divulgar em suas listas.

As muitas faces do Amor


O Amor está ao seu lado, e, se parece que isso não é verdade, é apenas porque nós fazemos muito barulho interior e não o escutamos. Silencie o seu tormento lamurioso e confie-se à prece serena e humilde. Na harmonia que se seguir, poderá identificar a força do Amor que lhe envolve.

Com essas palavras o autor espiritual, Lucius, através da psicografia do médium paulista André Luiz Ruiz, se dirige ao leitor no primeiro volume de sua trilogia. 'O amor jamais te esquece' é ambientado no primeiro século do cristianismo, em luminosos momentos vividos pela humanidade. O romance revela os dramas e experiências dos personagens, deixando a mensagem confortadora de que, apesar de nossas quedas e erros, nunca estamos relegados ao desamparo.
Em 'A força da bondade', Lucius aborda os processos de resgate nas regiões inferiores, o suporte dos mentores espirituais nos momentos difíceis e a importância da bondade como fator de vitória nas lutas diárias.

O terceiro volume da série, 'Sob as mãos da misericórdia', traz o entendimento do mecanismo da compaixão divina, que conduz as criaturas à evolução.
As obras têm caráter de romance, e procuram expor de forma clara e simples os conceitos da Doutrina Espírita, ou seja, os ensinamentos cristãos em sua essência.

Vol.1 - O amor jamais te esquece - 5ª edição 2004 - ISBN 8573413042 - nº páginas: 416
Vol.2 - A força da bondade - 2ª edição 2004 - ISBN 8573413182 - nº páginas: 448
Vol.3 - Sob as mãos da misericórdia - 2ª edição 2005 - ISBN 8573413387 - nº páginas: 512
Todos publicados pela IDE Editora

Luz nas sombras


Livros que retiram o véu da ilusão, que desconstroem mitos e desnudam certas crenças. Trata-se de um novo conceito na literatura espiritualista: o 'mal' é desmascarado, seus personagens são revelados, e são descortinadas a estratégia, a organização e a estrutura dos opositores da política divina.

O autor espiritual, Ângelo Inácio, nos convida a uma viagem interior para conhecermos nossas próprias sombras. As sombras externas são apenas a extensão de nossa escuridão interna – o mesmo ocorre com a luz. A Terra é como se fosse um campo de batalha, com o lado treva e o lado luz dentro de nós, é o contraste. Quando ignoramos o inimigo, desconhecemos suas estratégias, seu potencial. A proposta da 'trilogia das sombras' é que aprendamos a descobrir a luz na escuridão, ressaltando o trabalho dos espíritos superiores e levando em conta a transitoriedade das trevas (estágio do espírito na inferioridade). Assim como no livro 'Nosso Lar', psicografado por Chico Xavier, André Luiz menciona o aeróbus como meio de transporte astral, utilizado por entidades elevadas para visitar as regiões umbralinas com o intuito de prestar socorro, Ângelo Inácio oferece, inclusive, mais detalhes sobre essas expedições no Além.

Um conceito interessante presente nas obras é o do médium não espírita, ou não religioso. Isso significa que a pessoa pode auxiliar a espiritualidade superior na condição em que se encontra, exatamente onde está, sem ter necessariamente de seguir qualquer seita ou credo. É a mensagem subliminar - manter-se conectado às esferas mais altas pode tornar o médium um valioso colaborador.


O médium Robson Pinheiro diz, em entrevistas, que o sucesso das obras se deve a sua originalidade. Esta visão da espiritualidade, com suas nuances e conceitos, é inédita na literatura do gênero.

Vol.1 - Legião, um olhar sobre o reino das sombras - 2006 - 8ª edição - 502 páginas
Vol.2 - Senhores da escuridão - 1ª/2ª edições 2008 - 704 páginas 
Vol.3 - A marca da besta - 1ª edição 2010 - 640 páginas

Todos publicados pela Casa dos Espíritos Editora

sábado, 2 de julho de 2011

Ler ou não ser


A trajetória da humanidade 
impressa através dos tempos

Certo dia, em uma época muito distante, alguém resolveu rabiscar na parede da caverna onde vivia imagens que seus olhos haviam registrado. Cenas do cotidiano, rituais religiosos, animais e figuras humanas – tudo cravado na rocha. Os desenhos rupestres, assim denominados, nasceram há cerca de 40.000 anos e representam o primeiro registro da saga do Homem sobre a Terra, sua forma de se comunicar. Porém, a escrita só surgiria por volta de 4000 a.C., entre os sumérios, antigo povo da Mesopotâmia. As tábuas de argila e seus signos conhecidos como cuneiformes foram um importante legado de nossos antepassados para que conhecêssemos hoje sua cultura. Ao mesmo tempo, os egípcios também desenvolveram sua forma de escrever – na verdade, eram duas: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). O papiro, uma espécie de papel produzido a partir da planta do mesmo nome, era utilizado para escrever.

Os fenícios criaram o alfabeto e o propagaram através do Mediterrâneo, devido às suas atividades comerciais. A partir das letras fenícias é que surgem os idiomas hebraico, aramaico e grego primitivo. O primeiro registro de obras literárias de que se tem notícia surgiu na Grécia antiga. Os poemas Ilíada e Odisséia, ambos atribuídos a Homero, contavam as aventuras do célebre Ulisses e a Guerra de Tróia. Esopo ficou conhecido por suas fábulas, e Heródoto foi o primeiro historiador. Entre os romanos, as sátiras constituem um dos estilos literários praticados até hoje. Cícero (séc.I a.C.), filósofo, orador, escritor, advogado e político foi considerado pela Igreja católica como “pagão justo”, e, por esta razão, teve suas obras “Da República” e “Das Leis” preservadas pelo clero. 


A literatura da Idade Média passou pelas “Canções de Gesta”, que correspondiam a narrativas anônimas de aventuras de guerra, e pelas lendas “arturianas”, novelas de cavalaria contadas em prosa. A busca do Santo Graal (cálice sagrado) e as peripécias do rei Artur e os cavaleiros da távola redonda atravessaram os séculos.


Com o nascimento do Humanismo, a literatura ainda mantém características religiosas, porém, já podem ser notados os sinais do Renascimento com a retomada dos ideiais greco-romanos, considerados pagãos e recusados pela Igreja. O estilo é reforçado pelo movimento denominado Classicismo, que resgata o padrão e as formas da cultura clássica. As ideias da contra-reforma marcaram profundamente o século XVII, especialmente os países europeus de tradição católica, e influenciaram o universo artístico e literário. As mudanças começam com o culto à valorização da razão e da ciência para se chegar ao conhecimento humano. A partir da abertura do universo das ideias, a maior participação da sociedade nos fatos políticos e econômicos, a liberdade de expressão e a inserção do homem como indivíduo no contexto histórico, os gêneros literários acompanharam de perto as muitas fases da História humana. A literatura muda o foco do interesse pelas relações entre o homem e o mundo para uma crítica da natureza da própria ficção.

Hoje, a forma de ler mudou de roupagem: o futuro da impressão já chegou, e é digital. A indústria gráfica define impresso digital como “qualquer equipamento que registre sobre papel, ou outro suporte, as informações recebidas de um computador na forma de dados digitais sem que haja necessidade de gravar qualquer tipo de matriz para transferência dessas informações”.

Mas, qual será o futuro dos livros, jornais e revistas impressos? Eles permanecerão, apesar do impacto que vem sofrendo com os meios colocados à disposição do público através da rede mundial de computadores. Os blogs, sites e redes sociais como um todo criaram efetivamente um novo hábito de leitura, que vem ganhando força no mundo inteiro, incluindo o Brasil, onde a busca pelos livros não é um costume, embora essa tendência tenha se modificado nos últimos anos.

Os jornais, por exemplo, resolveram se adiantar às previsões e lançaram seu conteúdo eletrônico, entretanto, mantiveram sabiamente o exemplar tradicional diariamente à porta do leitor.

A despeito dos milhões de obras digitalizadas disponíveis na internet, a obra impressa em papel continua sendo a preferida tanto para o ensino, como para o lazer, bem como para os diversos tipos de embalagens e documentos não digitais. Certamente, o consumo do papel impresso terá uma demanda acima das expectativas. Menores tiragens, porém, com títulos e produtos diversificados, sem abrir mão de um mercado economicamente sustentável. Não deixa de ser uma releitura, só que do meio ambiente.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

As melhores histórias da história

Para aqueles que se amarram em 'assuntos que não envelhecem', a editora Abril, através da revista 'Aventuras na História' lançou o concurso cultural "As melhores histórias da história".

Para participar, é só criar uma frase inédita sobre o tema: 'Sugira um período ou episódio da história do Brasil que mereça um livro a respeito e diga por quê'. As melhores sugestões irão faturar o kit Laurentino Gomes (1 dvd + edição juvenil + edição ilustrada).

Agora, é só colocar a imaginação em ação e acessar www.aventurasnahistoria.com.br.
Atenção: a participação só vale através da página da revista, e a promoção vai até 20 de julho.

Boa sorte!!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

FLIP 2011 - Invasão literária em Paraty

A Festa Literária Internacional de Paraty foi realizada pela primeira vez em 2003, e, a partir daí o Brasil passou a fazer parte do roteiro dos festivais internacionais de literatura.

São cinco dias de festa, onde são realizados cerca de 200 eventos, que incluem debates, oficinas, exposições, shows, exibições de filmes, entre outros, e conta com a participação de autores mundialmente respeitados.

A programação principal é realizada na 'Tenda dos Autores', com um auditório de 850 lugares. A 'Tenda do Telão' tem capacidade para 1.400 pessoas e transmite todas as apresentações com tradução simultânea, além de exibição ao vivo pela internet.

A 9ª edição da FLIP será de 6 a 10 de julho, e os ingressos podem ser adquiridos no site: http://www.ticketsforfun.com.br/ ou nos pontos de venda da Ticket for Fun. Todas as informações sobre o evento (autores, programação, preços) estão na página da FLIP: http://www.flip.org.br/

domingo, 26 de junho de 2011

O que toda mulher inteligente deve saber


As mulheres inteligentes sabem que é possível aprender a ser inteligente de duas maneiras: a fácil e a difícil. E elas também sabem que nenhuma mulher nasce inteligente.
É assim que Steven Carter e Julia Sokol engatam a primeira marcha na viagem pelo emocional feminino. 

Qualquer mulher que tenha se apaixonado ao menos uma vez na vida vai se reconhecer nas histórias. A proposta dos autores é ensinar - de maneira simples e menos traumática - as mulheres a identificarem diferentes tipos masculinos, relacionamentos doentios, violência, separação, entre outros.

O que toda mulher inteligente deve saber pretende ajudar na escolha de relacionamentos que permitam crescimento e cumplicidade, sem necessariamente ter de passar por experiências dolorosas, que deixam atrás de si mágoa, frustração e insegurança.
ISBN: 8575422197 - Ed. Sextante - 3ª edição 2006 - Nº páginas: 155

Jornalismo na Internet



O jornalismo online não pode simplesmente ser definido como o trabalho de produzir ou colocar reportagens na rede, pois abrange todos os noticiários, sites e produtos jornalísticos que nasceram diretamente na internet. Dessa forma, os veículos digitais são obrigados a ter todos os departamentos de uma redação: fotografia, editoriais, produção gráfica etc.

Numa época em que novas tecnologias agilizam a troca de informações ao redor do mundo, é fundamental que o profissional de jornalismo tome conhecimento dos recursos e alternativas que a internet lhe oferece como instrumento para o exercício de sua atividade.

O público online tende a ser mais ativo e costuma buscar mais informações em vez de aceitar de forma passiva o que lhe é apresentado. O redator necessita antecipar a razão pela qual o usuário visita aquele site e certificar-se de que o conteúdo está dentro do contexto e se vai satisfazer as necessidades de informação do leitor.

J. B. Pinho faz uma análise meticulosa sobre as principais características da rede, no intuito de compreender corretamente sua natureza como ferramenta de comunicação. Entre os diversos tópicos, o autor mostra como utilizar os principais serviços - correio eletrônico, por exemplo; discute formas de conteúdo do jornalismo virtual e o processo de construção de um site. Também aborda os princípios básicos do design gráfico e faz uma análise do texto jornalístico digital e dos elementos estruturais da notícia.

O livro tem linguagem acessível e os assuntos estão divididos por capítulos, o que torna a leitura agradável e de fácil compreensão. Indicado para profissionais e estudantes de comunicação.

ISBN: 8532308414 - Ed. Summus - 2ª edição 2003 - Nº páginas: 288

Livro-Galeria: exposição em São Paulo tem como tema livros infantojuvenis

De acordo com a ilustradora tcheca Kveta Pacovská, "as imagens de um livro infantil são as primeiras galerias que as crianças visitam". A partir de 13 de julho alguns desses livros-galeria estarão na exposição "Linhas da História - Um panorama do livro ilustrado no Brasil", no Sesc Belenzinho.

Reunindo 40 ilustradores e 54 publicações, a mostra coloca o fazer do artista numa vitrine - lá estão os elementos que inspiraram as criações.

As obras na mostra indicam que os livros ilustrados são criados por "um escritor que escreve em imagens e um artista que desenha com textos", diz o ilustrador Fernando Vilela.

O autor e curador da mostra, Odilon Moraes afirma que "o livro ilustrado não é necessariamente um livro para crianças, é um livro que não exclui a criança".
Na exposição algumas obras que fizeram história nas décadas de 70 e 80 serão transformadas em instalações interativas.

Fonte: Folha de SP - caderno "Ilustrada" - edição de 25/6/11

terça-feira, 7 de junho de 2011

A arte de fazer um jornal diário


Os tempos mudaram e o mercado dos impressos também. Os jornais, por exemplo, se anteciparam e já a algum tempo lançaram seu conteúdo eletrônico. Mesmo assim, mantiveram o exemplar tradicional impresso à porta do leitor - sábia decisão. Afinal, à despeito das publicações de todo o tipo disponíveis na internet, o material impresso continua sendo o preferido, tanto para o ensino, quanto para o lazer.

Todavia, a principal temática deste livro é o perfil do novo jornalista - se tem "feeling" para identificar o que é de interesse da sociedade e o que serve apenas para encher páginas dos jornais. Como apura os fatos? Está comprometido com a verdade e a ética? Muitos leitores acham que os temas abordados nos jornais está mais de acordo com o gosto dos jornalistas do que com o gosto deles; e a visão daqueles que escrevem as notícias está muito distante da realidade daqueles que as leem. 

Com um texto atraente, muito bom humor e vasta experiência no mercado jornalístico, Ricardo Noblat traz seus conceitos e histórias a estudantes de comunicação, jornalistas e ao público em geral. A obra estimula posturas que fazem do jornal impresso um veículo de credibilidade e uma fonte real de informação.

ISBN:8572442111 - Ed. Contexto - 5ª edição 2004 - Nº páginas: 174