quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Rico Quadrinhos apoia HQ brasileira sobre Revolução Pernambucana


Produção ganha o selo Rico Quadrinhos, 

criado para incentivar a cultura das HQs no Brasil

Apesar de este não ser o foco do blog, o mercado de Histórias em Quadrinhos (HQ) vem crescendo muito no país; por isso, vale a pena uma notinha sobre o tema.


A HQ nacional A Noiva é um dos destaques. Produzida pela brasileira UEON Productions, acaba de receber apoio de uma editora nacional: a Rico Editora. Trata-se de uma série que reconta, de forma ilustrada, a Revolução Pernambucana, ocorrida em 1817.

Livremente inspirada na obra A Noiva da Revolução, do autor Paulo Santos de Oliveira, a publicação reconta de forma poética, em letras, traços e cores, o que seria o primeiro capítulo de uma série de episódios marcantes do ciclo das revoluções em Pernambuco.

O roteiro fica por conta do dramaturgo e diretor Eron Villar, e as ilustrações são do quadrinista Thony Silas – que possui desenhos para a Marvel e DC Comics no currículo. Ambos pernambucanos.

A série é a primeira publicação da produtora brasileira, que desenvolve conteúdo multimídia. Fundada em Recife, a empresa promove conexão entre várias plataformas de comunicação e a linguagem contemporânea dos quadrinhos. 

Agora, no 4º volume, A Noiva ganha o selo Rico Quadrinhos, criado para incentivar a cultura das HQs no Brasil. Neste número, a história do quadrinho reconta como a revolução segue ganhando forças e avança para o interior de Pernambuco e outros estados da região. Paraíba e Rio Grande do Norte se aliam aos patriotas, mas a poderosa Bahia se declara fiel à Coroa. No Crato, Ceará, Bárbara de Alencar e seu filho, José Martiniano, iniciam um movimento orientados pelo governo pernambucano.

Ficha Técnica
Autor: Janaína Rico
Título: HQ – A Noiva IV
Autores: Leonardo Menezes, Eron Villar e Thony Silas
Editora: Rico Editora
Páginas: 32
Preço: R$ 16

Expansão
O mercado de histórias em quadrinhos no Brasil cresceu muito através dos anos e vem ganhando cada vez mais espaço. A maior procura por esse tipo de entretenimento e o incentivo ao consumo que grandes eventos de cultura pop como a Comic Con Experience e Anime Friends geram, fizeram com que a produção desse tipo de conteúdo tenha crescido no país e aos poucos conquistou seu lugar.
Edições de Turma da Mônica Jovem chegam a vender mais de 300 mil cópias por mês. Selos como Grupo Autêntica e Barricada também apostam no mercado brasileiro com títulos originais e fazem sucesso.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O clube dos oito

Como um grupo de jovens estudantes acabou se envolvendo 
num escândalo que chocou um país

Em seu primeiro romance, Daniel Handler nos apresenta Flannery, uma garota que tem algo muito importante para contar: a história de como se tornou uma assassina.
Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes?
Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.


Publicado pela Editora Seguinte, o lançamento do livro foi no dia 16 de fevereiro. 

400 páginas
Preço médio R$ 44,90

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Jornalista toca fogo na Casa Branca

Jornalista descortina os bastidores do governo Trump

Fire and fury: Inside the Trump White House (Fogo e fúria: Dentro da Casa Branca de Trump), chegou às livrarias americanas no começo de janeiro, e causando rebuliço. No Brasil, o lançamento está previsto para o final de março, mas a Editora Objetiva-Companhia das Letras já está com a pré-venda.

Na obra, o jornalista Michael Wolff revela os bastidores do governo de Donald Trump, o presidente americano mais controverso da história. Graças ao contato privilegiado com o primeiro escalão do governo, o autor pinta um quadro assustador de despreparo, desorganização, assédios, vaidades e guerra contra a mídia (acusada de fabricar as fake news); e ainda contra o Partido Democrata e até a turma do Partido Republicano, pelo qual o próprio presidente lançou candidatura.

Com base em mais de duzentas entrevistas, Wolff apresenta com riqueza de detalhes revelações como:
- Trump e seus assessores mais diretos nunca acreditaram que ganhariam a eleição;
- Ninguém na equipe do presidente acredita que ele tenha capacidade para governar o país;
- Também não compreendem o relacionamento do líder com a mulher, Melania;
- A filha de Trump, Ivanka, conta como o presidente faz o "topete" no cabelo;
- Segundo o autor, a política moderna se faz mais com conflitos do que consenso.

Em resumo, Wolff esmiuça os feudos, lutas e caos na Casa Branca, desde a chegada de Trump ao poder, em janeiro de 2017. O título do livro, por sua vez, reflete o clima da campanha e do governo; mas, também se traduz na polêmica causada no lançamento. 

Até mesmo os advogados do presidente norte-americano tentaram impedir na Justiça a venda do livro; e no Twitter, o próprio Trump disparou adjetivos ao autor, chamando-o de "triste, falso, cheio de mentiras". Foi tanta confusão que a primeira consequência foi a briga pública entre Trump e o ex-assessor presidencial Steve Bannon - cuja razão é explicada no livro de Wolff.

384 páginas
Pré-lançamento: R$ 50 / e-book: R$ 30

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Bíblia dos militares

Obra é considerada o livro secreto do Exército 
e retrata o período do regime militar


Com 925 páginas, a versão definitiva do ORVIL - Tentativas de tomada do poder, é um compêndio organizado em 1985, que traz a versão de oficiais do antigo Centro de Informações do Exército (CIE), destacando o golpe de 1964 – ou contrarrevolução, como preferem seus autores – e as histórias de combate a grupos opositores ao regime, durante os anos 60 e 70 no Brasil.
Orvil, Livro ao contrário, era o código usado pelos militares para se referir ao projeto que estava sendo escrito desde os anos da ditadura. A obra é assinada pelo tenente-coronel reformado, Lício Augusto Maciel, e pelo tenente reformado José Conegundes Nascimento, que trabalharam sob a coordenação do general Agnaldo Del Nero Augusto, falecido em 2009. Com riqueza de detalhes, as páginas descrevem as quatro tentativas de tomada do poder pelos comunistas, que queriam implantar no Brasil um governo totalitário e com suas próprias regras. 

Em fins de 1987, o texto estava pronto, porém, a obra recebeu a denominação de Tentativas de tomada do poder e foi classificada com o grau de sigilo reservado. Por esse motivo, o ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, não autorizou a sua publicação de imediato, sob a alegação de que a conjuntura política não era oportuna.

Editora Schoba fez, no início de 2017, o relançamento da obra (a 1ª edição foi em 2012), considerada a Bíblia dos militares, disponibilizando um número limitado de exemplares para venda. O custo inicial era de R$ 140; agora, pode ser encontrado por R$ 70 em média.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Livro aborda novo viés econômico para o mundo fashion



Consultor italiano defende que o modelo de negócios no mundo fashion é mais importante que as criações

Economida da Moda é o segundo livro de Enrico Cietta, consultor italiano que busca levar a empresários, profissionais e estudantes de moda conhecimentos e discussões acerca dos inúmeros negócios que a indústria fashion é capaz de gerar, direta ou indiretamente.

O título sugere que hoje um modelo de negócio vale mais que uma boa coleção, e o Brasil foi escolhido para o lançamento mundial porque Cietta, nos últimos anos, fez uma série de consultorias para marcas nacionais e com isso conviveu de perto com questões de nosso país. Para o autor, aqui é um lugar muito interessante para experimentações, devido a fatores como: população jovem, facilidade com o celular e acessibilidade a internet.

Algumas particularidades brasileiras também chamaram atenção do consultor italiano, como o caso das sacoleiras - fenômeno ainda mais forte em regiões como o Nordeste, em que há empresas que faturam até 90% com essas profissionais autônomas - situação sem paralelo em qualquer outro país.

O livro foi lançado pela editora Estação das Letras e Cores, com versões em Inglês e Italiano, além do Português. A obra ainda amplia as discussões de A Revolução do fast-fashion - Estratégias e modelos organizativos para competir nas indústrias híbridas, publicado em 2010.

Economia criativa
Cietta esclarece que teve o intuito de facilitar a explicação dos temas debatidos em contextos acadêmicos, geralmente, com uma linguagem distante do dia-dia das empresas e do mercado. "Meu objetivo é explicar como o economista pode ajudar uma empresa de moda a crescer e que relações existem entre a teoria econômica e a gestão da empresa. Nesse livro, é apresentada pela primeira vez a teoria dos produtos criativos híbridos, cujos valores são construídos seja no aspecto físico/material como no criativo/imaterial; e de como esses produtos estão mudando a escolha dos consumidores e o jeito de competir das empresas."

Segundo ele, os estudos acadêmicos "tratam quase sempre da economia da empresa, e não do setor específico da moda". É essa mudança de viés que o autor busca nos dez capítulos em que aborda, praticamente, toda a indústria fashion e suas nuances.

Entre os temas discutidos, está o desafio das empresas se tornarem, de fato, sustentáveis. Segundo ele, hoje as marcas mais evoluídas do setor entendem que precisam agregar valor à cadeia inteira, e não apenas no produto final que chega às mãos dos consumidores. Outro ponto interessante da obra é como a economia criativa pode ser usada pelas marcas.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Livro-reportagem resgata história de diplomata durante a ditadura

Autor lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas

Durante o regime militar, em 1970, o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos morre em circunstâncias misteriosas na cidade holandesa de Haia. À época, as autoridades não se empenharam em desvendar o episódio obscuro. Essa história é contada pelo jornalista Eumano Silva no livro A morte do diplomata: um mistério arquivado pela ditadura, que traz informações inéditas sobre o caso.

Publicado pela Tema Editorial, o livro percorre a vida de Paulo Dionísio e suas conexões com a diplomacia brasileira. É nesse contexto que o jovem vindo de Minas Gerais projeta sua trajetória pessoal e profissional, interrompida pouco antes de completar 35 anos de idade. Com linguagem direta e substantiva, Eumano lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas.

Foram dois anos de trabalho para reconstituir os fatos de quase cinco décadas e montar a reportagem sobre um personagem à margem do fio principal dos acontecimentos, mas que proporciona uma visão singular do cotidiano daqueles dias atravessados pelo regime militar. A família de Paulo Dionísio franqueou ao autor do livro documentos, fotos, recortes de jornais e até mesmo o diário pessoal do diplomata, que tinha o hábito de escrever copiosamente sobre os mais variados temas.

Mais do que isso, os familiares concederam-lhe uma procuração para ter acesso a documentos do Itamaraty relacionados ao caso. O resultado é rico em informações inéditas, com a ressalva de que “foi um trabalho totalmente independente, sem nenhuma interferência”, como sublinha Eumano. No meio do processo minucioso de pesquisa, o autor deparou-se com documentos reveladores sobre o cenário em que a diplomacia brasileira estava mergulhada à época.

Constatou, por exemplo, a extensão da teia de vigilância armada para acompanhar os movimentos do líder católico brasileiro, Dom Helder Câmara, em países estrangeiros; também apurou as iniciativas dos comandantes militares para apresentar no exterior um país risonho e bem-sucedido.

Autor de outra obra sobre o período ditatorial no Brasil: Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha, Eumano Silva oferece aos leitores essa nova incursão no livro-reportagem, com a marca do rigor jornalístico e a ambição do pesquisador reconhecido pelo conhecimento sobre o tema.


208 páginas
Preço médio R$ 35

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Boa Nova traz obras que auxiliam no desenvolvimento espiritual





A Boa Nova, editora especializada em livros para o público espírita lançou, no final de 2017, publicações que visam contribuir com a evolução cultural e espiritual de seus leitores. Os livros trazem em meio às histórias, temas como autoconhecimento, aceitação e desenvolvimento humano. Vamos às obras!




Você se considera realmente livre? O que é a verdadeira liberdade? Tem pensamentos e crenças que limitam seus passos na vida? Emoções negativas e pesadas tiram diariamente sua alegria de viver e sua espontaneidade? A ansiedade e o medo cerceiam seu caminhar? Descubra como se libertar de amarras mentais e emocionais que encarceram o seu ser na insatisfação ou até em processos depressivos. 








Milton Menezes explica os sofrimentos com base em uma visão do homem e da vida, incluindo a dimensão espiritual e a reencarnação. Com experiência em milhares de sessões terapêuticas, integrando a Terapia de Vidas Passadas (TVP) e Regressão de Memória, o autor apresenta uma perspectiva pedagógica para a experiência do     
sofrimento. Como podemos superá-lo exercitando o aprendizado no dia a dia. A obra é destinada a estudiosos e interessados no assunto e aos que passam por experiências dolorosas e buscam um sentido para seu sofrimento.





Reginaldo e Denise têm o único filho, de 20 anos, assassinado por traficantes. O episódio abala a estrutura familiar e o sentimento de culpa provoca esfriamento na relação do casal, transformando-os em inimigos sob o mesmo teto. Inconformados e desconhecedores da sobrevivência da alma após a morte física, eles entram em declínio psicológico, tornando suas vidas cheias de dores e frustrações. Porém, após um ano do fato, Reginaldo é conduzido, durante o sono, às regiões espirituais, onde passa por uma experiência que irá mudar radicalmente seu conceito sobre a morte de entes queridos e a regência das leis divinas.

A trajetória humana pela perspectiva da história natural

Livro apresenta a versão da ciência através dos séculos acerca da origem da espécie humana e sua relação com o cosmos

Dividida em três partes - O Universo e o Homem, A Vida e o Homem e O Homem - a obra traz um panorama histórico natural amplo, discorrendo desde a formação do Universo a partir do Big Bang, até o surgimento da espécie humana, passando pelo quadro geral da evolução das espécies.

O homem é apresentado como parte do todo, do infinito universo que nos cerca e que ainda é, em grande parte, misterioso para nós. “Tudo no Universo está ligado. Não há estruturas que se desconectam. Somos ligados às estrelas do firmamento muito mais do que suspeitávamos. Temos uma profunda ligação com a natureza e um relacionamento muito antigo e duradouro com o cosmos. Não sabemos se somos frutos de uma reencarnação espiritual, porém somos, com certeza, produtos de uma reencarnação atômica.” (pgs. 43,44).

Temas científicos, entre os quais, Cosmologia, Astronomia, Biologia, Evolução, Antropologia, Origens, Hominídeos e Acaso, estão presentes para embasar a teoria do surgimento da existência humana e seu lugar no universo. 

Edmac Trigueiro percorreu, durante anos, várias bibliotecas e artigos acadêmicos; e a conclusão que partilha com o leitor é a de que, em pleno alvorecer do século 21, a ciência já dispõe de algumas respostas para todos esses mistérios que acompanham a humanidade desde antes da Grécia Antiga.

Na primeira parte de O Universo e o Homem, o cosmos é apresentado em sua dimensão infinita e dinâmica em comparação à insignificância e casualidade do surgimento da espécie humana. Em A Vida e o Homem, traça-se uma linha do tempo do desenvolvimento da Terra, até o aparecimento dos primeiros seres vivos. Evolução das espécies, genética e globalização são alguns dos temas discutidos. Já em O Homem, o autor busca mostrar um cenário amplo das infinitas espécies que habitam nosso planeta, situando a humana apenas como mais uma delas: “Tudo isso serve de alerta para nos conscientizarmos de que não somos uma espécie superior às demais”. (p. 123).

Por fim, em sua nova obra, Trigueiro faz a proposta de olharmos a existência humana por um viés mais lúcido e postura mais responsável.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A costureira de Dachau

"Se você fosse um soldado, uma verdadeira prisioneira de guerra, eu saberia o que é o quê. Eu não estaria lidando com você para começo de conversa. Mas uma civil - disse ela, empilhando arquivos em sua mesa. E curvou a boca. - Mulheres. O que vamos fazer com você?"

"A guerra foi boa para você" - isto é o que as pessoas pareciam pensar quando Ada Vaughan retornou da Alemanha nazista. Ela tinha a sensação de que todos que a conheceram em Londres, sua cidade natal, a acusavam de não haver "sofrido" durante a Segunda Guerra Mundial. Tudo isso porque ela simplesmente "desapareceu", permanecendo escravizada em uma residência no campo de concentração em Dachau.
Pouco antes do início da guerra, Ada era uma jovem de 17 anos, que tinha o sonho de se tornar uma grande modista. Contudo, surgiu em seu caminho um nobre, conde, que dizia se chamar Stanislaus Von Lieben. Muito educado e elegante, o homem a envolveu e acabou por convence-la a ir até Paris - a capital da moda, um verdadeiro sonho para qualquer garota que aspirava se destacar no mundo da alta costura.
Todavia, assim que chegaram à cidade luz, a guerra estourou na Europa. Em meio ao medo e ao caos nas cidades, a jovem Ada terminou indo parar na residência de um oficial e sua família, onde ficou por anos fazendo trabalhos domésticos pesados, sem alimentação adequada, e nem mesmo uma cama para dormir. Só saía do quarto para esvaziar o balde onde fazia as necessidades. 

Sobrevivente
O campo de concentração em Dachau se estabeleceu em março de 1933, poucas semanas após os nazistas chegarem ao poder. Construído, inicialmente, para presos políticos, o local foi expandido aos poucos para abrigar detentos considerados contrários ou como uma ameaça ao regime de Hitler. Ainda que não fosse um campo de extermínio, os prisioneiros normalmente chegavam ali doentes e debilitados; muitos morriam no campo, superlotado e em condições precárias de higiene.
Ada trabalhou em Dachau atá abril de 1945. Quando ela retornou, a Inglaterra estava arrasada. No pós-guerra, o país estava extremamente pobre, contudo, se manteve conservador com os mesmos preconceitos de classe, gênero e raça.

"Ada voltou? Ela não foi trabalhar hoje. Foi quando ficamos sabendo. Tinha simplesmente ido para Paris com um sujeito elegante. O começo de toda a desgraça."

A Londres de Ada não existia mais. Mulheres da classe operária, principalmente, eram duplamente discriminadas: além de sua condição social, sofriam o preconceito de gênero.
No caso da personagem, só o fato de ela não ter permanecido no campo de concentração em si, mas sim, na residência do comandante, fez com que todos imaginassem que ela tivesse passado os anos de conflito "em paz".
A autora passa nitidamente a impressão de que Ada era culpada por ter "sobrevivido". 

"Mas você não morreu de fome, srta. Vaughan. (...) Quantos morreram em Dachau? Você ao menos sabe? Trinta e duas mil pessoas (...)."

Por fim, Ada percebeu que de nada adiantaria contar a sua história - ninguém queria ouvir. Sua guerra seria esquecida e as reportagens publicadas nos jornais não falavam da verdade que ela havia vivenciado.
Este é o pano de fundo da obra de Mary Chamberlain, publicada pela Editora Nova Fronteira. Apenas a história de uma sobrevivente de guerra, condenada em seu país simplesmente pelo pecado de ter retornado "viva" para casa.

334 páginas
Preço médio: entre R$ 20 e R$ 40

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mulheres que mudaram (e fizeram) a História do Brasil

Retrato das personagens históricas e revolucionárias brasileiras, desde o século XVI até os dias atuais

Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país.
Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. A obra Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil, da autoria de Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, publicada pela Editora Seguinte, é resultado de uma extensa pesquisa, e que tem o objetivo de trazer reconhecimento às personagens históricas nacionais.
No livro, o leitor encontra os perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhece os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras.
Segundo as autoras, o que todas essas mulheres têm em comum é a força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.

208 páginas
Preço médio: R$ 60

Reconhece-se o monge pelo hábito

Obra revela os valores que deveriam pautar a conduta das mulheres castelhanas no trato de sua aparência

A Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) está lançando o livro Vestidas e afeitas para serem virtuosas: as mulheres na Castela dos séculos XIV e XV, de Thiago Henrique Alvarado. A obra conta como as legislações laical e religiosa foram decisivas para o estabelecimento de regras que ajudaram a corrigir a aparência dos fiéis cristãos. A obra é o resultado da dissertação de mestrado desenvolvida por Alvarado, cujo tema surgiu das leituras, ainda na iniciação científica, dos escritos castelhanos do final da Idade Média.

"Embora a temática da minha pesquisa, na ocasião, fosse outra, esta impressão da importância das vestimentas no reconhecimento dos estados (termo que se referia aos grupos sociais) permaneceu e veio a ser retomada, posteriormente, na confecção do projeto de mestrado. Assim, ao direcionar as minhas leituras às vestimentas, fui levado a uma série de leis, comuns ao Ocidente medieval, denominadas pela historiografia de 'leis suntuárias'. Estas leis visavam à restrição, e mesmo à proibição em alguns casos, de certos objetos suntuosos, como as vestes, com o intuito de preservar a diferença entre os estados, evitar os excessos e estimular a modéstia. Entre os alvos dessas leis, sobressaíam as mulheres, acusadas com certa frequência de excessos e cuidados demasiados com a aparência", explica o autor.

Os principais pontos são referentes às relações intrínsecas que deveriam existir entre as vestes e os estados e entre as vestes e os corpos. "A preocupação com as vestes amparava-se na concepção tida por natural de que elas davam a conhecer o interior. Assim, em uma época em que as diferenças entre os estados deveriam ser expressas pela aparência, as vestimentas permitiam o reconhecimento à primeira vista do estado, da condição, da dignidade, da religião e do sexo da pessoa", diz Alvarado.

Ainda segundo o pesquisador, em relação às mulheres, o simples fato de trazerem a cabeça coberta permitia saber, por exemplo, se eram casadas ou não. Manter os cabelos soltos era permitido às mulheres casadouras (em idade e condições de casar). No entanto, alguns desses aspectos poderiam acarretar confusões entre os estados ou entre mulheres de condições distintas. "Preservar as diferenças era manter a disposição das coisas criadas por Deus, cabendo ao monarca corrigir as faltas dos seus súditos, o que ocorria, entre outros meios, pelo ordenamento de leis e da aplicação da justiça", destaca o autor.

Normativas
O autor também cita como curiosos os cuidados em detalhar as vestes, atribuir valores a todos os seus elementos, em explicitar atributos considerados naturais, que remetiam à criação e como eles traduziam exteriormente o interior da pessoa. Assim, as diferenças corporais entre mulheres e homens refletiam-se nas vestes. 

"O cuidado excessivo com as vestes e os adornos poderia gerar diversos pecados e males, como a vanglória, a luxúria e o dispêndio das rendas da casa, que ameaçavam não apenas a salvação delas, mas de todos ao seu redor. Faltas, portanto, que significavam muitas vezes um pecado e um crime, um desrespeito às leis humanas e à vontade divina, e que justificavam a correção e instrução das mulheres tanto por laicos quanto por religiosos, por meio das leis, da confissão e da pregação", conclui.

A pesquisa, desenvolvida sob a orientação de Susani Silveira Lemos França, docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), interroga como na Castela dos séculos XIV e XV, as vestimentas e os adornos femininos passaram a ser alvo de prescrições que visavam à sua moralização.

Assim, o objetivo do livro foi inquirir, a partir de um conjunto de escritos normativos e edificantes, valores e as regras que deveriam pautar a conduta das mulheres castelhanas no trato de sua aparência. 

O livro tem 216 páginas, e pode ser adquirido no site www.editora.ufscar.br, pelo custo médio de R$ 50. Em dezembro/2017, a EdUFSCar está comercializando a obra no valor promocional de R$ 38,40.

Alef: A verdade original

"O horizonte ruivo pintava de púrpura as águas plácidas do histórico celeiro, meio místico, meio mítico, de um dos berços da civilização. Tempo: 392 a.C. Espaço: Egito"

No romance mediúnico ditado pelo espírito Sophie à Elizabeth Pereira, o leitor mergulha no Antigo Egito, em companhia de Haemon - conselheiro do faraó Hakor; do guerreiro grego Proteu de Mileto; e da impetuosa egípcia Kyia. 
Em meio a câmaras mortuárias e monumentos majestosos, que escondem um enigma perdido, os personagens buscam a chave que dará acesso ao tesouro, pelo qual muitos deram a vida. A obra também conta um pouco da história dos essênios e de almas evoluídas, que atuaram na preparação do planeta para a vinda do Messias. Além disso, fala da contribuição dos habitantes de Capela na elaboração dos manuscritos do Mar Morto.
Em todas as épocas da humanidade, os detentores do poder utilizaram a religião para controlar as pessoas, estimulando a ignorância e o medo, e ocultando as verdades espirituais. Porém, Deus constantemente renova os caminhos de libertação das consciências. Já disse Jesus: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará". 
Publicada pela Editora Vivaluz, a obra aborda princípios espíritas, como a lei de causa e efeito, mediunidade, programação pré-reencarnatória, origens da crença no paraíso perdido e outras lições do livro da Gênese, trazendo alguns fatos bíblicos pouco elucidados.
Sobretudo, o livro fala do amor incondicional de Jesus, que nos trouxe a Boa Nova, e tornou mais fácil a compreensão humana sobre Deus.  

Significado
Segundo a Bíblia, Alef possui dois significados, que são: o primeiro; e touro. A origem do nome Alef recebe na língua grega a representação de um desenho de touro, passando, para o hebraico antigo, à denominação Aluf, derivando posteriormente para Alef
Alef (Aleph) também corresponde à primeira letra do alfabeto hebraico. A Bíblia, inclusive, se refere a Cristo como o Alfa e o Omega; assim, no grego o Alef tem o nome de Alfa.

437 páginas
Preço médio: R$ 50

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Livro derruba conceitos tradicionais de empreendedorismo

 Obra será desenvolvida em plataforma, pela interação com leitores, que poderão também escolher a capa

Eduardo M. Borba acaba de colocar em prática mais uma inovação que resolveu tirar do papel: o lançamento de Empreinovador - O livro proibido do empreendedorismo. Mas, quem estiver interessado no conteúdo não será um simples leitor. É que, desde o dia 17 de novembro os leitores podem acessar - na plataforma criada www.empreinovador.com.br - os capítulos à medida que são finalizados pelo autor. A cada vinte dias, um novo capítulo é postado, e a previsão de todos serem publicados é até março de 2018.
No intervalo entre cada capítulo, os participantes poderão trocar impressões com o autor, avaliar os conteúdos e votar a melhor capa. "Somos moldados desde a infância em um modelo de pensar que pune severamente quem sai fora do padrão. Mas nesta inovação editorial todos serão bem-vindos e, porque não dizer, talvez algum depoimento ou troca de experiências pode mudar e muito no rumo do que tenho planejado para cada capítulo", revela Borba.

Passo a passo
Alguns dos títulos de capítulos mostram a verdadeira quebradeira de paradigmas instaurados no decorrer dos anos, com o surgimento dos "gurus" do empreendedorismo que criaram uma espécie de "A igreja do empreendedorismo", capítulo inicial do livro.
Uma das partes que promete maior polêmica é a que tratará sobre o tão cultuado "planejamento estratégico", que muitas vezes pode matar empresas e até as matrizes econômicas de muitos países, inclusive a do Brasil. Qual seria? É uma pergunta a ser discutida e descoberta com os leitores enquanto a obra é desenvolvida.
Após a postagem do último capítulo na plataforma, o livro irá ganhar versão impressa e, assim, o público poderá conferir qual foi o resultado da interação das ideias do autor com seus leitores . "O mundo ainda vai aprender muito com a empreinovação brasileira", finaliza Borba.

O autor
O catarinense Eduardo Borba era um típico executivo com cargos estratégicos, chegando a morar no Vale do Silício. Até que em 2009 sofreu uma estafa. Tirou um período sabático na sequência e em 2012 lançou os alicerces da chamada Inovação Natural.
Seu primeiro livro sobre o tema foi Inovação natural - a nova essência do mundo dos negócios, lançado em 2015, e que ganhou destaque no mundo empresarial tendo simpatizantes como Morongo (fundador da Mormaii) e Vinicius Roveda (Fundador da Conta Azul).
Ele fundou ainda o Instituto MOBI, que trabalha defendendo conceitos e ações em prol da economia criativa que movimentará cerca de 50% dos negócios do mundo até 2025, como a BeCauz, startup lançada pela MOBI que empodera os consumidores a destinarem metade do lucro de sua compra para a evolução humana.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Livro traz metodologia inovadora de planejamento estratégico para empresas

Publicação traz metodologia inédita de planejamento estratégico para empresas

Esta noite, a partir das 19h, Luis Rasquilha, CEO da Inova Consulting, e Marcelo Veras, CEO da Inova Business School, lançam o livro SBB - Strategic Building Blocks. A publicação traz uma metodologia inédita de planejamento estratégico para empresas, guiada pela lente das tendências e da inovação, que foi desenvolvida pelos sócios em 2016.
De acordo com Marcelo Veras, o SBB – abreviação aplicada ao título – traz um DNA de Futuro, Tendências e Inovação. "A fórmula tradicional foi concebida entre as décadas de 80 e 90, e esse é o roteiro que impera no mundo desde essa época. Nesse método, as empresas dedicam seu tempo para olhar para fora (mercado, economia, variáveis externas para seu negócio) e, posteriormente, para dentro, analisando forças e fraquezas. Ao final, há a matriz SWOT, pela qual as empresas montam seus planejamentos”, explica.
O SBB é dividido em três blocos grandes, por isso a nomenclatura: Audit: Estratégico, Carta Visão e Execução Estratégica. Na fase da Audit, é realizada uma auditoria estratégica, analisando a situação atual da empresa, projetos e apostas atuais, desafios atuais e futuros, e aspectos culturais. “No nível Carta Visão, realizamos uma overdose de tendências e futuro, as declarações institucionais da empresa são revisadas, e é definido um propósito máximo de diferenciação”, detalha Rasquilha. Por fim, na fase Execução Estratégica, ele diz que projetos são escolhidos e planos de ação começam a ser montados.

Projeção
A ideia da nova metodologia surgiu quando os sócios foram convidados para conduzir o planejamento estratégico do CPqD, empresa de Campinas, com mais de 1.200 funcionários, criada há mais de 40 anos, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação. “Aquele modelo tradicional de fazer planejamento não ajudava a empresa a se projetar para o futuro, como queria a diretoria executiva. Precisávamos criar algo diferente e inédito. E é nosso dever disponibilizar essa metodologia inovadora a quem possa interessar”, complementa Rasquilha.
SBB - Strategic Building Blocks é uma publicação independente e será comercializada por R$ 59,90 (com frete incluso), pelo site www.inovaconsulting.com.br/sbb/

Serviço
Lançamento do livro SBB – Strategic Building Blocks
30 de novembro - das 19h às 21h
Local: Café Container - Rua Antônio Lapa, 1080 – Cambuí - Campinas

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Escravas de Atenas: mulheres sem direitos

Uma das premissas que permitia que a mulher pudesse ser vendida como escrava era se ela perdesse a virgindade antes do casamento

Na Grécia antiga, a mulher tinha patamares na sociedade, e isso determinava exatamente como seria tratada e sua segurança de vida. A esposa, que apenas vivia para sua família, sem contato nenhum com outros homens, era destinada a procriar e criar filhos legítimos.
A concubina era escrava, e livre ou não, ajudava seus senhores nas tarefas diárias. A prostituta, bem como em qualquer lugar, era responsável por fornecer o prazer aos homens e, assim, ajudava a preservar a castidade das mulheres puras e castas, vivia em casas que permitiam tal finalidade e não tinham garantia alguma de sobrevivência.
Uma das premissas que permitia que a mulher – considerada casta da sociedade – pudesse ser vendida como escrava era se ela perdesse a virgindade antes do casamento, mas, para Callíope, personagem do livro de Cindy Stockler, não foi assim. Uma grande confusão terminou em escravidão para a moça que acabara de se casar.
Numa viagem no tempo, Callíope – a escrava de Atenas traz de volta os monumentos, estátuas, cultura; e as ruas são detalhadas de uma forma viva e real. Além do romance, a obra permite uma imersão no contexto educacional com um apêndice explicativo sobre a época e costumes.

Rumos tortuosos
O orgulho e a raça das mulheres de Atenas se projetavam para além do desejo de construir uma família aos moldes da sociedade; elas mantinham a certeza de que aquela forma de viver as manteriam seguras.
Porém, com Callíope a história tomou outro rumo. Bonita, aos 15 anos foi entregue a um homem mais velho, conforme os costumes da época. Mas, em meio a confusão da Guerra do Peloponeso e ataques espartanos, e num revés inesperado, a jovem helênica é vendida como escrava.

“Tártaros queria “compensar” o patrão daquele gasto exagerado. Tão logo chegaram à casa, havia ele mesmo grosseiramente cortado os compridos e macios cabelos de Callíope rente à nuca para vender na ágora às ricas mulheres, para fazerem tranças. As outras escravas assistiram à cena onde a novata, ainda meio amedrontada, fora humilhada pelo capataz que, com brutalidade, lhe pegara os cabelos com uma das mãos, machucando-a, e com a outra passara um facão em linha reta, empurrando-a em seguida.

- Venha.... Eu a ajudo... – dissera uma escrava mais velha, apiedando-se da garota que, caída no chão, atordoada, mal conseguia se levantar”.

Longe da família, sem ninguém, não mais dona nem de seu próprio corpo, subjugada à ira do capataz que a odeia, sendo obrigada a ações humilhantes e assediada por ricos cidadãos que desejam seus “favores”, Callíope enfrenta o destino de cabeça erguida, em seu coração sempre prevalecendo a honra de seus pais.

Editora Letras do Pensamento
336 páginas
Preço médio: R$ 45

A autora
Cindy Stockler, romancista e advogada, é autora, entre outros, de “Operação Caipiroska” – romance que se passa em São Paulo. Especialista em ambientizar histórias em lugares singulares e detalhar cada peculiaridade da cultura, a escritora gosta de filmes e romances de época, além de viajar e conhecer as minúcias das grandes e pequenas cidades no Brasil e no mundo - o que contribui para suas idéias e seus romances.

O livro de Jô acaba de chegar

 Em seu aguardado livro de memórias (desautorizadas!), 
Jô Soares revela os bastidores da própria vida 

Prestes a completar 80 anos (em 16 de janeiro) e com verve mais afiada do que nunca, "José Eugênio" (Jô) Soares, escritor, humorista e ex-apresentador, compartilha sua trajetória de astro midiático num livro de memórias escrito para fazer rir, chorar e, sobretudo, não esquecer.
O título, lançado pela Companhia das Letras, foi desenvolvido com o apoio do jornalista e editor Matinas Suzuki Jr. e sairá em dois volumes. O primeiro resgata fatos, lugares e pessoas marcantes da juventude do artista, e reconstitui seus primeiros passos no mundo dos espetáculos, nas décadas de 1950 e 1960. Já o segundo deve sair só no final de 2018.
O livro de Jô está à venda na Cultura, Cia dos Livros, Amazon, Livraria da Folha, Livraria da Travessa e Saraiva. A versão ebook também está disponível: Amazon, Cultura, Google Play, iBooks e Kobo.

1º volume: 384 páginas
Preço médio: R$ 50

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra: obra indicada ao Jabuti é dica de leitura

Título reconta a história do Quilombo dos Palmares com uma nova roupagem

No dia 20 de novembro, o Brasil relembra suas raízes e a herança do povo negro com o Dia da Consciência Negra. Instituída no dia de falecimento de Zumbi dos Palmares, o último líder do Quilombo dos Palmares, a data é uma oportunidade para refletir sobre as condições impostas aos negros, da época da escravidão aos dias de hoje, e como estes estão inseridos em nossa sociedade.
Assim, a Editora Moderna sugere a leitura de uma de suas obras indicadas ao Prêmio Jabuti 2017: Um grito de liberdade – A Saga de Zumbi dos Palmares, dos autores Álvaro Cardoso Gomes e Rafael Lopes de Sousa. A obra foi um dos títulos selecionados na primeira fase da premiação, na categoria juvenil. 
Com uma mistura de elementos fictícios com fatos históricos, o título confere novos contornos para o passado e promete envolver os jovens leitores ao mesmo tempo em que explora acontecimentos da história do Brasil.
Com muita ação, lutas sangrentas e atos de heroísmo, o livro procura resgatar a história do último líder quilombola do período colonial, contando a história de um jovem escravo, batizado como Francisco. Na companhia de um padre, seu protetor, o protagonista aprendeu a ler, a escrever e tem regalias que seus companheiros não têm, porém, almeja conquistar o bem que considera mais precioso – a liberdade. Isso faz com que ele fuja em busca do reino dos negros, em Palmares, lugar que acolhe negros fugidos. Perseguido como uma fera por caçadores de escravos, Francisco terá que mostrar toda sua coragem para conseguir o que deseja. 
Na história, o leitor também acompanhará o drama da jovem Kênia, uma escrava recém-chegada da África e que se apaixonará por um forte guerreiro chamado Vemba. No reino quilombola, estes personagens farão de tudo para manter acesa a chama da liberdade.
Autores

Álvaro Cardoso Gomes é professor Titular da USP, Coordenador do Mestrado Interdisciplinar da Universidade de Santo Amaro, crítico literário e romancista. Autor de A hora do amor, Para tão longo amor, O poeta que fingia, Memórias quase póstumas de Machado de Assis, esses dois últimos contemplados com o prêmio Jabuti.

Márcia Abreu é professora de Literatura no Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Ela escreveu vários livros, capítulos de livros e dezenas de artigos. Mas o que ela gosta mesmo é de contar histórias. Já publicou Morrer Amanhã (FTD, 2014) em que conta a vida de Álvares de Azevedo, um poeta brasileiro que vivia em São Paulo no século 19.

Rafael Lopes de Sousa é historiador e professor no programa de mestrado interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade de Santo Amaro. Suas pesquisas têm como foco a juventude brasileira e suas diferentes formas de expressão. Mineiro de Canoeiros, Rafael Lopes de Sousa é autor dos estudos O movimento hip hop: a anti-cordialidade da 'república dos manos' e a Estética da violência; e Punk: Cultura e protesto.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Livro aborda temática do preconceito com obesos

Preconceitos e dificuldades de aceitar o próprio corpo são alguns ingredientes do enredo 

Odiava me olhar no espelho e ver aquela cara gorda me olhando de volta, de ter o mundo todo me julgando porque eu lutava para me enfiar em uma calça tamanho 48. Eu odiava os números na balança e tudo que vinha com eles: a dificuldade para caminhar, o fato de não caber direito na carteira da escola, o bullying, minhas inseguranças. Eu tinha nojo da minha fraqueza, me desprezava pela minha forma. Eu não estava feliz.
No romance Amor Plus Size, Larissa Siriani, autora da editora Verus (Record), tem a intenção de revolucionar o conceito de beleza e instigar as mulheres a se aceitarem como são. Ela fala do impacto do bullying na vida das pessoas gordas, sobre como é difícil a auto-aceitação do corpo e como pode ser agressivo o comportamento das pessoas em relação ao tema. 
Larissa pontua ainda que cresceu sem modelos de corpo iguais ao seu e isso dificultou sua aceitação ou mesmo não tinha ninguém em quem se espelhar, por isso resolver escrever a história de uma personagem que está em busca do autoconhecimento.

Novo padrão
Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Teve uma infância e adolescência sendo consumidas pelo peso e sofre por um amor impossível, uma vez que o garoto é popular na escola. Ainda tem a mãe que se preocupa o tempo todo com dietas.

Eu só queria que, para variar, ela me colocasse para cima, me fizesse sentirbem em vez de um enorme desperdício de gordura. Queria que ela não cobrissecada elogio com cinco críticas, seguidas de seus conselhos sabichões.

Certo dia, em busca de consolo na amizade com o Isaac que, para animá-la, a convida para um passeio no Parque do Ibirapuera, onde, acompanhado de sua câmera, consegue fazer alguns cliques de Maitê.
Sua vida incompleta muda completamente quando as fotos tiradas caem nas mãos certas, de um agente de modelos plus size, e ela descobre que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz e reconhecida.
Após aceitar a proposta de trabalho como modelo plus size e sair em uma das mais importantes revistas do país, ela se vê longe de ser a gordinha invisível, Maitê agora é a garota mais popular do colégio. E ganha até o amor de quem nem a notava.
Amor Plus Size vai impressionar e incentivar as mulheres com a jovem fora dos padrões construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento, enquanto descobre seu lugar no mundo.

Poeta e cronista português estreia no Brasil

Gabinete de Curiosidades marca a entrada de Luís Filipe Sarmento no mercado editorial brasileiro

Poemas, ensaios e manifestos que retratam a relação do homem com o mistério da existência. Essa é a natureza do conteúdo presente no livro Gabinete de Curiosidades do autor português Luís Filipe Sarmento, um dos nomes mais importantes da poesia, da prosa e da crônica portuguesa na contemporaneidade. A obra chegou ao país no último dia 6, e já está disponível nas principais livrarias das capitais e regiões metropolitanas do Brasil.
Publicada editora paulistana Landmark e está dividida em três partes. A primeira, intitulada Generalidades possui 24 poemas. A segunda, nomeada Hipermodernidades, conta com 24 textos formatados em pequenos ensaios, manifestos e panfletos. Já a terceira e última recebe o título de Raridades, que consiste em uma ficção com 24 micro capítulos. Trata-se de uma obra híbrida onde se reconhecem vários gêneros literários.
De acordo com o autor Sarmento, Gabinete de Curiosidades é fruto de uma ideia original. A obra é resultado de uma sucessão de pesquisas realizadas em seu país de origem. Aparentemente provocador, belicoso, agressivo, o livro acaba numa história de amor sem história como recusa de uma sociedade castradora e violadora da condição humana. Trata-se de um gabinete onde se recolhem fenômenos extravagantes que constituem o cotidiano da nossa existência.
É ainda a relação do homem com o mistério da existência, da ficção divina como um imperativo de verdade e a partir da qual o lugar que é dado à corrupção dos espíritos, à maldade, à vingança, ao ódio. O exercício da linguagem para além do próprio argumento; a observação minuciosa dos detalhes e dos humores que despertam.

Novidade
“Depois de fazer algumas pesquisas em Portugal percebi que nunca se tinha produzido um livro neste formato. Há várias abordagens sobre o mesmo tema. Poesia, Ensaio e Ficção. Foi um desafio interessante e estimulante,” pontua Luís Filipe, que já publicou mais de 22 obras e traduziu mais de 100 livros.
Sobre a estreia no país, o escritor promete repetir o sucesso que obteve no cenário editorial português. Sua meta principal é conquistar as mentes e corações dos leitores brasileiros. “Acredito fielmente na competência da editora Landmark para que Gabinete de Curiosidades chegue o mais longe possível, que seja bem aceito pela crítica, mas, sobretudo, pelos leitores exigentes do Brasil”, finaliza.

Autor sueco lança terror psicológico


Obra conta com referências pop em atmosfera aterrorizante

“A não ser pela respiração de Carina e pelo cantarolar de Emil, o silêncio é total. Ele olha de relance para o relógio: quinze para as sete. Um acampamento de trailers nunca é silencioso. Há sempre o zumbido do maquinário. Mas não agora. O lugar parou de respirar”.
John Ajvide Lindqvist, autor considerado por jornalistas britânicos como “a resposta sueca ao Stephen King”, apresenta em Estou atrás de você, lançamento do selo Tordesilhas, uma obra de terror com a marca estilística noir escandinava. 
A história começa com um lindo dia no acampamento, o céu está azul e a grama é farta e verde, mas algo está errado. Ontem havia vozes felizes, fumaça de churrasco e mosquitos. Agora tudo se foi! O acampamento, o lago e até o sol. Tudo que resta é um campo de grama infinito, quatro trailers, oito adultos, duas crianças, um cachorro e uma gata. Em seus aparelhos de rádio tocam estações de música nacional, mas eles não conseguem sinal de celular. O GPS de seus veículos também não funciona, e o tempo nesse descampado parece se mover em uma velocidade diferente. 
Diante da incredulidade de tal cenário e da busca por sentido, figuras estranhas começam a aparecer. Primeiro distantes. Silenciosas. Mas logo cada um se vê cercado das aparições de seus piores medos. O pânico instala. E enquanto alguns ajudam um ao outro, outros lutam com a própria loucura na busca por sentido. Um deles, inclusive, acredita que tudo acontece apenas em sua cabeça. Mas não, isto é horror. E esta terra artificial é de medo. 
Com estilo inteligente e ritmo aguçado, o autor é especialista em construir com estilo próprio uma atmosfera aterrorizante. O resultado é “um delicado equilíbrio entre macabro e tocante”, como afirmou o jornal britânico Sunday Telegraph.  

Sobre o autor
John Ajvide Lindqvist nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 1968. Trabalhou como mágico, comediante stand-up, dramaturgo e roteirista de TV. Hoje é um romancista bem-sucedido e reconhecido internacionalmente. Com livros publicados em 29 países, coleciona fãs e críticas elogiosas pelo mundo inteiro. Pela Tordesilhas, publicou Melodia do mal (2014), A maldição de Domarö (2013) e Mortos entre vivos (2011).