terça-feira, 24 de abril de 2018

Livro investiga epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis

Obra da EdUFSCar foi lançada em abril, no Campus São Carlos

Machado de Assis é conhecido principalmente pelos seus textos em prosa. Entretanto, 
no início da carreira, o escritor também se aventurou em versos. Foi a partir da leitura desses poemas, que Audrey Ludmilla do Nascimento Miasso notou que havia poucos estudos sobre as epígrafes utilizadas por Machado em suas poesias, o que a motivou a investigá-las. 

Sua pesquisa de mestrado - defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura (PPGLIt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e orientada pelo professor Wilton Marques, foi transformada no livro Epígrafes e diálogos na poesia de Machado de Assis, publicado pela Editora da UFSCar (EdUFSCar), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O livro nasceu da observação das recorrentes epígrafes que abrem a maioria dos poemas machadianos. Embora o escritor seja pouco conhecido enquanto poeta, o fundador da Academia Brasileira de Letras iniciou sua carreira escrevendo versos e não os abandonou, apesar de ter, ao longo do tempo, diminuído sua produção poética. "O livro fala das epígrafes, pequenos trechos nos poemas, da forma como eles dialogam com a poesia e como foram aproveitados na poesia machadiana", explica a autora.

A obra tenta entender e revelar a relação entre a poesia machadiana e as epígrafes escolhidas pelo autor para seus poemas. Esses diálogos revelam autores que de alguma forma fizeram parte da formação inicial de Machado. 

"Por exemplo, os nomes que assinam as epígrafes são possíveis leituras que influenciaram a escrita machadiana, no período em que a crítica chama de primeira fase de sua carreira. Entretanto, pode-se extrair das epígrafes mais que apenas nomes e influências, mas o próprio diálogo entre os textos literários", comenta Miasso. 

Alguns nomes que aparecem nessas epígrafes são Victor Hugo, Alfred Musset, Dante Alighieri, Homero, Gonçalves Dias, Camões, William Shakespeare e outros.

Epígrafe

Além disso, o livro abre espaço para repensar o próprio papel da epígrafe dentro dos textos literários. "A epígrafe não é exclusividade da poesia machadiana e não se comporta dentro do texto como uma citação ordinária. Além de ocupar um lugar de destaque, o modo como o texto literário epigrafado se apresenta revela um diálogo todo específico desse tipo de relação", afirma a pesquisadora.
 
Atualmente cursando doutorado no PPGLit, Miasso, que estuda o projeto poético machadiano desde 2008, está desenvolvendo também uma pesquisa sobre a maturidade literária do poeta Machado de Assis. 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Café Literário marca os 50 anos da Editora Moderna

Para comemorar a data, a editora promove 
discussões literárias em sua rede social

Em 2018, a Editora Moderna comemora 50 anos de história com uma série de encontros mensais envolvendo especialistas e autores para discutir o papel da literatura infantojuvenil na atualidade, a partir de temas que envolvam a família e a escola. 

Para contribuir com a reflexão de temas com abordagens filosófica e poética para crianças à questão da leitura literária na Base Nacional Comum Curricular, renomados autores marcam presença nas discussões, entre eles, Pedro Bandeira, Walcyr Carrasco, Maria José Nobrega, Lúcia Hiratsuka, Douglas Tufano, entre outros.

Os Cafés Literários Moderna começaram em março e ocorrem sempre às quartas-feiras. As discussões são transmitidas ao vivo via Facebook da Editora Moderna, e o público poderá participar e interagir com os debatedores enviando perguntas. O primeiro encontro foi em 21 de março, com Januária Cristina Alves, coordenadora da coleção Informação e Diálogo. Na oportunidade, a jornalista e autora falou sobre as maneiras de tratar assuntos do mundo contemporâneo com jovens de forma inteligente e instigante no contexto escolar.

Confira as próximas datas e temas dos debates:

16 de maio, quarta feira, 10 horas | Motivando com rimas – Entre livros, autoconhecimento e leitura, com César Obeid

20 de junho, quarta feira, 10 horas | A África na história e na cultura do Brasil, com Sérgio Túlio Caldas e Wlamyra Albuquerque

18 de julho, quarta feira, 10 horas | Escolhas conscientes, atitudes pertinentes – um exercício de liberdade e de responsabilidade permanente, com Caia Amoroso e Leusa Araújo

15 de agosto, quarta feira, 15 horas | Como fazer para adaptar um clássico sem deixar para trás justamente aquilo que fez dele um clássico?, com Walcyr Carrasco

19 de setembro, quarta feira, 10h horas | Segredos para abordar a literatura clássica brasileira e portuguesa com os jovens atuais, com Douglas Tufano

17 de outubro, quarta feira, 10 horas | O poético no texto e nas imagens: como envolver as crianças e criar espaço na escola para a fruição da poesia, com Silvana Tavano, Lúcia Hiratsuka e Sônia Barros.

21 de novembro, quarta feira, 10 horas | Filosofia para crianças: o direito e a liberdade de perguntar, com Flávia Reis e Samir Thomaz

12 de dezembro, quarta feira, 10 horas | Como apresentar Monteiro Lobato às crianças de hoje?, com Pedro Bandeira

Sobre a Moderna

A Moderna na área de Literatura desenvolve projetos para que o aluno-leitor – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio – ative sua capacidade de compreender, analisar e refletir sobre os conteúdos estudados. Com obras de ficção, não ficção e arte, o selo disponibiliza recursos para que o professor tenha oportunidades de ensino.
Numa iniciativa inédita no mercado editorial brasileiro, a Moderna trouxe, com exclusividade para seu catálogo, todas as obras do renomado autor Pedro Bandeira, da literatura brasileira infantil e juvenil. O sucesso da ação foi repetido com a escritora e ilustradora Eva Furnari e com o autor Walcyr Carrasco, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e adaptador de clássicos da literatura.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Autora brasileira fala sobre feira literária de Bolonha

Divulgação
Brasil é extremamente bem visto no mercado internacional

A Feira Internacional do Livro infantil e juvenil de Bolonha (Bologna Children's Book Fair) foi encerrada na primeira semana de abril; e a autora Elisabete da Cruz conta sobre sua vivência nos quatro dias do evento.

“Além do enriquecimento por conta das infinidades de histórias, de diferentes países e do número de pessoas pensantes para esse universo da literatura, creio que a inspiração seja a maior preciosidade que trouxe desta viagem. Você respirar algo tão especial te preenche de ideias e de desejo de fazer cada vez mais e melhor”, relata.

A China foi a grande homenageada deste ano, com exposições, técnicas e trabalhos bem diferenciados para o público infantil e infanto-juvenil. Segundo Elisabete, o Brasil é extremamente bem visto no mercado internacional, e conta com uma área muito bem assessorada pela Câmara Brasileira de Livros (CBL) e pela Fundação Nacional do Livro Infantil e infantojuvenil (FNLI), representada por mais de 17 editoras nacionais. Outras editoras independentes também marcaram presença na feira.

O propósito principal do evento, além da propagação da literatura é a venda dos direitos para outros países. “Como em todo grande evento, os autores mais consagrados são os destaques. Abrir o mercado para novos talentos traria muitos benefícios a todos.”

Em 2016 a autora participou da feira literária de Frankfurt, e conta que a grande diferença para esta de Bologna, está no público bem seletivo, com foco no segmento, o que a torna única no mercado mundial. “O ano de 2019 já está no meu radar, me prepararei para firmar parcerias com editoras internacionais e poder ter espaço no mercado para a multiplicação de meus títulos e futuros projetos na área de estímulo a leitura”, finaliza a autora brasileira.

A autora

Elisabete da Cruz é educadora, autora, empresária e produtora executiva na área de projetos culturais, educativos e de entretenimento, envolvendo públicos de todas as idades. O primeiro livro chamado Meu Amigo Flip, foi escrito a convite da Editora Trilha das Letras, em 2015.
Em 2016 vieram Crianças de cá e crianças de lá, com pré-lançamento na Frankfurt Book Fair, a maior feira literária do mundo; e em 2017, Mãos na terra viajou para a Bologna Children´s Book Fair, ambos pela Cria editora. Biomilda- Diário de viagem e Eu e meu amigo curumim, em 2017, chegaram preparados pela editora Suinara e, ainda nesta editora, para 2018, as temáticas relevantes para o processo de educação estão em edição: Cor de pele, Família monetária, Ninho de cobra (abraçando os valores); além da coleção Quem sou eu (sobre as profissões). Por fim, em preparação estão: Muzunga e Bolas do mundo, pela Ciranda Cultural.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Livro resgata a história de Indaiatuba

Werner Münchow (Tribuna de Indaiá)
Na obra, Eliana Belo Silva escreve as memórias de Antônio Reginaldo Geiss, um dos maiores ícones da cidade

Por Fábio Alexandre, jornal Tribuna de Indaiá

Antônio Reginaldo Geiss nasceu em 23 de novembro de 1929, filho de Gustavo Geiss e Maria José Tancler Geiss. Ao longo de seus 88 anos, envolveu-se diretamente no cotidiano político, cultural, social e econômico da cidade, tornando-se muito mais do que uma parte da história de Indaiatuba, mas também um de seus mais ferrenhos guardiões. Entre tantas realizações, foi um dos fundadores da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, ao lado de Antonio da Cunha Penna e Nilson Carvalho.

Após dez anos de intenso trabalho, suas memórias estão reunidas no livro História de Indaiatuba na Perspectiva Biográfica de Antonio Reginaldo Geiss, da historiadora e pedagoga, Eliana Belo Silva, lançado oficialmente em 17 de abril.
Os primeiros esboços de um livro que reunisse as memórias de Geiss surgiram há mais de 20 anos, na ocasião da criação da Fundação Pró-Memória, em 1º de fevereiro de 1994. "Foi após o lançamento do livro O Crime do Poço: Uma Tragédia Indaiatuba, lançado em 2007, que decidi que a Eliana seria a escritora da minha biografia", conta Geiss. "Começamos a conversar sobre o que faríamos em 2008, quando também início às gravações".

Geiss recorda um pedido especial feito à Eliana. “Quando ela me contou o que queria para o livro, deixe bem claro: não quero uma biografia”, enfatiza. “Biografias são mentirosas, de maneira geral, e não sei mentir. Por isso, o livro traz apenas verdades. Sou assim”. A autora lembra um momento emblemático do processo de construção da obra. “Foi quando me contou a sua memória mais antiga, que envolvia a Revolução de 32. Sua mãe contratou um alfaiate para fazer uma fantasia de soldadinho para ele, com um bonezinho, que se chamava bibi. Para ele e Odilon Ferreira”, ressalta Eliana.

Publicação
O livro tem 456 páginas, divididas em 27 capítulos, e traz também fotos do acervo pessoal de Geiss, da Fundação Pró-Memória e da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Impresso pela Gráfica e Editora Vitória, será vendido ao custo de R$ 50. A obra conta com apoio da Diclace, Visão Imóveis, Mil Máquinas, Rádio Jornal e NTI Equipamentos.

sábado, 14 de abril de 2018

Política e triângulo amoroso são ingredientes de romance mineiro


Autor propõe reflexão sobre questões históricas 

O escritor mineiro Aliel Paione lançou, em março, a obra Sol e Sonhos em Copacabana, publicação da Editora Pandorga. Na trama, que se passa em 1900, durante o governo de Campos Sales, Jean-Jacques Chermont Vernier, um jovem diplomata francês, se muda para o Brasil para trabalhar na Embaixada da França como consultor econômico.

Depois de cerca de um ano morando no país, ele vê uma mulher lindíssima, Verônica, ao passar em frente ao cabaré de luxo Mère Louise, que realmente existiu na época e se localizava em Copacabana, no Rio de Janeiro. Sem conseguir tirar a imagem daquela morena de sua mente, resolve voltar ao local à noite para, enfim, poder conhecê-la e conversar com ela pessoalmente. Quando a vê descendo as escadas com Louise, administradora do cabaré, apaixona-se.

Jean-Jacques, num átimo, percebe estar diante da mulher mais linda entre todas que vira na vida. Jamais poderia imaginar criatura tão bela. Verônica era alta, um pouco maior que ele, e possuía a pele discretamente dourada; os cabelos eram negros, abundantes, e os olhos verde-claros, da cor de certos matos da Tijuca.

"Iludido e surpreendido com tanta beleza, estava diante de uma daquelas raríssimas tiranas de corações, pois Verônica seria capaz de levar um homem ao céu ou ao inferno com a mesma facilidade com que as folhas secas, caídas sobre o chão, são sopradas pelo vento."

Apesar de ser correspondido, Chermont sabe que Verônica é amante de um respeitável senador da república, José Fernandes Alves de Mendonça, que trabalha com o ministro da Fazenda de Campos Sales, Joaquim Murtinho, nas negociações do Funding Loan. Tem-se, então, um triângulo amoroso de consequências e desdobramentos surpreendentes.

Aliel Paione também induz os leitores a refletirem sobre questões políticas e históricas dos tempos da política do Café com Leite e do governo republicano de Campos Sales. O autor aborda e critica ainda a desilusão daqueles tempos criada por um capitalismo inescrupuloso e o cinismo debochado de políticos da época.


384 páginas
Preço médio R$ 35

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Psicologia e literatura: romances buscam provocar reflexões

Divulgação

Graduada em psicologia, a carioca Beatriz Cortes, de 23 anos, vem conquistando o público com romances que abordam assuntos da sua profissão mesclados em suas narrativas. Ela escreve há mais de 10 anos e já publicou quatro livros.

Em histórias que mesclam a sua graduação na área de estudos do pensamento humano com problemas do dia-a-dia, Beatriz caiu também no gosto do ciberleitor. Seu lançamento para 2018, a comédia romântica Meu Doce Azar, foi lida por 250 mil pessoas, na ferramenta Wattpad.

Além disso, as obras anteriores Aonde quer que eu vá, Por uma questão de amor e O outro lado da memória, que entram na categoria drama, abordam temáticas como Síndrome do Pânico, traumas, luto e melancolia, em narrativas embaladas com muito romance. Seja um amor que acabou antes do tempo, um coração partido ou a desconfiança de acreditar em outra pessoa.

Na obra lançada em 2016, Aonde quer que eu vá, ela chegou a pesquisar por cerca de dois anos sobre as olimpíadas e a ginástica artística antes de escrever a sua história.

“Acredito que o diferencial de todos os meus livros é a psicologia. Não é a história que possui temas da psicologia, primeiro eu escolho o tema que quero abordar e, depois disso, crio a história. Acho que a psicologia e a literatura estão completamente interligadas na minha vida e isso fica muito aparente em minha escrita. Gosto do fato do livro não ser apenas um lazer, uma diversão, gosto que ele provoque reflexão e sentimentos diversos”, declara a autora.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O lado obscuro do poder

"Nosso momento é grave, não somente economicamente, mas espiritualmente falando"

O Partido, lançado em 2016 pela Casa dos Espíritos, não fala apenas de uma sigla, uma denominação política; a obra, ditada pelo espírito Ângelo Inácio ao médium Robson Pinheiro, aborda uma trama bem maior, uma obsessão complexa que atinge o mais alto nível de requinte e crueldade, e que deseja atingir uma sociedade inteira. O projeto de domínio sombrio alicia políticos, empresários e cidadãos.

Magos negros, espectros e especialistas em hipnose coletiva alastram artimanhas, a fim de impedir que o País cumpra seu destino:
"(...) Tudo colima nossa tática: de um lado, seduzir 'os bons' por meio do discurso, de outro, alimentar a massa com migalhas, mantendo-a submissa a nossos intentos, enquanto usamos todos como aliados, sem que o suspeitem (...)." 

Durante a narrativa, o autor espiritual conta detalhes sobre os planos de ruína da humanidade terrestre, por meio de lideranças políticas, e até personalidades midiáticas e sociais. Um deles é apresentado como 'o homem forte', sempre acompanhado de uma figura, a quem denominam 'Ella'. Ambos são fantoches completamente dominados pelas forças trevosas, como na ocasião em que recebem a 'orientação':

"É imperativo insuflar a ideia de que falta de cultura e conhecimento superficial denotam humildade, de que preguiça e mediocridade significam sabedoria e são atributos de quem sabe aproveitar a vida. O consumo de produções vis, músicas de baixa qualidade e de futilidades em geral deve ser estimulado como alimento para a alma (...)."

"A você, Ella, caberá convencer o povo de que sofreu muito e foi vítima de tortura (...). Jamais permita que o povo conheça a realidade do seu passado (...). Esse espírito de mártir sempre conquista a população (...) onde há pouca disposição para a pesquisa e o estudo (...)."

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência...

Os guardiões superiores enfrentam as sombras, porém, dependem das aspirações e realizações humanas:
"Diante do quadro dramático em que se vê nossa nação, errar menos já seria de muito bom grado diante dos extremos a que chegaram os representantes eleitos democraticamente (...)."

As entidades da luz trazem uma orientação fundamental:
"Nenhum homem, assim como  nenhum governo ou partido, alcançaria êxito (...) ao içar o País das profundezas a que fora arrojado por irresponsabilidade de seus eleitores e líderes políticos. Era imperioso se unirem, porem de lado as divergências e enfrentarem o perigo de se prolongar ainda mais o sistema criminoso atual, que elevara a corrupção a método de governo, a bandeira defendida pela militância, a modus operandi em todos os meandros da administração pública."

O barão de Mauá também lembra dos 'oportunistas', ou falsos profetas da atualidade:
"Agora aparecem médiuns mal resolvidos, dirigentes piedosos e seguidores carolas com discurso santarrão alegando falar em nome de espíritos superiores. Anote bem: quando estas novas palavras forem divulgadas, decerto aparecerá um médium ou outro que as lerá e depois, irá psicografar algo semelhante, atribuindo tais pensamentos a uma revelação de um ou outro espírito esclarecido. É oportunismo, sim! (...)."

Em suma, O Partido nos desperta a reflexão sobre o que estamos fazendo com tudo isso: permanecemos apenas como espectadores, ou, em nosso íntimo buscamos o caminho diferente do qual segue 'a manada'?

O prefácio, ditado pelo espírito de Tancredo Neves, nos indica o longo caminho a seguir: 
"Em caráter emergencial, precisamos nos irmanar em oração, todos os que de alguma forma querem o bem do povo brasileiro."

Trilogia
Pinheiro é autor de outras obras que abordam a ação de entidades trevosas no planeta, tais como: Legião, Senhores da escuridão e A marca da besta - com resenhas aqui no blog (julho/2011).

288 páginas
Preço médio R$ 40




quarta-feira, 4 de abril de 2018

Escritor de 7 anos lança segundo livro

Divulgação

Paixão do garoto pelo espaço o levou a ser reconhecido como um incentivador da educação no Brasil

João Paulo Barrera é o mais jovem escritor bilíngue e o mais novo brasileiro a ser premiado pela Agência Espacial Americana (NASA). Depois de escrever seu primeiro livro aos seis anos, o paulistano lançou sua segunda obra, Morando no Espaço – Living in Space, no dia 24 de março, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.

Trata-se de uma sequência do primeiro livro, No Mundo da Lua e dos Planetas – In the World of the Moon and the Planets, em que três amigos constroem um foguete com materiais reciclados e saem voando pelo espaço para aprender mais sobre ciência.

Na história, o trio Mike, Maria e Toreno voltam ao espaço para construir uma estação espacial e morar por lá. Para isso, eles reúnem muito conhecimento sobre ciência, um time de especialistas, pesquisas da NASA e usam a imaginação para encontrar soluções para problemas como meteoritos e lixo espacial. Novamente, João Paulo traz a importante mensagem da preservação e do cuidado com o ambiente onde se vive.

O livro contém ainda um apêndice com curiosidades sobre o Universo e as dicas de respeito do jovem autor para as crianças crescerem sendo boas e ajudando a cuidar melhor da Terra. 

A paixão do garoto pelo espaço o levou a ser reconhecido como um incentivador da educação no Brasil. Ele faz palestras sobre o tema, além de ser o embaixador oficial do Nasa Science Days no Brasil, evento da agência espacial americana que busca incentivar nas crianças o gosto por astrofísica.

Publicação da Trilha Educacional
40 páginas
Preço médio R$ 50

terça-feira, 3 de abril de 2018

Carmilla: clássico gótico é reeditado

Obra de Le Fanu antecedeu conto de Bram Stoker e trouxe a primeira vampira homossexual da literatura


Carmilla – a vampira de Karnenstein antecedeu e influenciou o Drácula de Bram Stoker. Com este clássico, o autor Joseph Sheridan Le Fanu tornou as criações vampirescas uma mania e, ainda, a frente de seu tempo, deu vida à primeira vampira homossexual da literatura.

Destaque entre as obras do gênero gótico, Carmilla traz muitas inovações e criou um arquétipo que se cristalizou no imaginário dos fãs ao longo dos séculos. Na verdade, não é um livro sobre vampiros, mas sobre a vampira, personagem lasciva da literatura vampiresca na história.

A obra é narrada por Laura, jovem que vive isolada com o pai em um castelo na Estíria – região do antigo império Austro-Húngaro. Uma hóspede inesperada, entretanto, despertará os sentimentos amorosos da jovem, ao mesmo tempo em que lhe trará terror por desencavar antigos pesadelos da infância.

Carmilla é um conto sobre sedução e horror, criaturas ancestrais e o despertar da maturidade, amor e repulsa. Um clássico para os amantes do gênero. A nova edição tem o selo Via Leitura, da Edipro


96 páginas
Preço médio R$ 33

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Biografia romanceada traz episódios da vida de Carlota Joaquina

Do mesmo autor de A biografia íntima de Leopoldina, o livro percorre momentos marcantes vividos pela rainha

O livro Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder, do historiador Marsílio Cassotti, é um romance biográfico sobre uma das mulheres mais emblemáticas da História, a rainha Carlota Joaquina de Borboun (1775-1830).

Com base em documentos históricos e testemunhos de quem conviveu diretamente com a "princesa rebelde”, a obra apresenta uma Carlota que, em primeira pessoa, expõe as intrigas políticas da família, a fuga dos Bragança para terras brasileiras, o casamento aos dez anos de idade com Dom João VI e a relação com o mulherengo Dom Pedro.

Além disso, a obra trata de sua misteriosa lealdade a Portugal durante a traiçoeira Guerra das Laranjas e dos rumores sobre os seus amantes. As intenções de ser coroada rainha em Buenos Aires e a sua recusa em jurar a Constituição liberal também são destaques no livro.

Diante das ameaças da Revolução Francesa, Carlota buscou o protagonismo nos assuntos públicos, desagradando aqueles que não aceitavam a participação feminina nos negócios.

O foco do historiador Marsilio Cassotti é, justamente, demonstrar a coragem e a valentia desta mulher, que ansiava o poder direto sobre as ações políticas, característica não muito bem vista às mulheres da época.

Cassotti também é autor de A biografia íntima de Leopoldina, publicado no Brasil também pela Planeta de Livros, o qual está na terceira edição.


328 páginas
Preço médio R$ 30

quarta-feira, 21 de março de 2018

Revista Espírita é compilada em livro

Edicel comemora os 160 anos de uma das mais 
importantes publicações para a Doutrina Espírita

Com o nome original Revue Spirit, criada por Allan Kardec, a Revista Espírita, publicada mensalmente pelo autor, foi compilada em livro com 12 volumes. A primeira versão feita das obras no Brasil foi da Edicel, selo da Boa Nova, com a tradução de Júlio de Abreu Filho e revisada por José Herculano Pires, dois espíritas conceituados. Neste sentido, são consideradas as versões mais fiéis e notáveis de todo mercado de livros espíritas.

Para Kardec, educador, autor e codificador do Espiritismo, a Revista Espírita, com subtítulo de “Jornal de Estudos Psicológicos”, é o “relato das manifestações materiais ou inteligentes dos Espíritos, aparições, evocações, etc., bem como todas as notícias relativas ao Espiritismo”.

Kardec dirigiu a revista até seu falecimento, entre os anos de 1858 e 1869. E, sua intenção era proporcionar ao leitor o conhecimento do caminho desenvolvido pelo codificador e o debate de ideias consolidadas nos livros da Codificação Espírita.

A ideia inicial de Allan Kardec era investigar como as pessoas reagiam em relação aos eventos mal compreendidos pela sociedade, e também sondar a impressão dos espíritos, transformando a revista em uma espécie de laboratório, de palco para discussões e formação do pensamento.

Até abril, a Edicel disponibilizará todos os exemplares - de 1858 a 1869, disponíveis em livrarias, centros espíritas e na distribuidora Boa Nova.

Bíblia de estudo com linguagem acessível

Obra busca apresentar texto de fácil compreensão 
sobre as principais doutrinas da fé cristã

Com a proximidade da Páscoa, muitas pessoas iniciam rituais religiosos que celebram a data. Ainda em fevereiro, a Editora Mundo Cristão lançou a Bíblia Sagrada Na Jornada com Cristo, publicação pensada no sentido de fornecer ferramentas que ajudam no desenvolvimento espiritual e intelectualmente nas coisas de Deus.

Trata-se de um compilado de estudos e reflexões para que o leitor possa compreender as Escrituras com mais profundidade e clareza. Com tradução da Nova Versão Transformadora (NVT), a proposta é de uma leitura fácil de entender; simples na forma e densa no conteúdo, e ao mesmo tempo devocional e teológica, prática e teórica.

Diversos recursos especiais foram preparados para a publicação. A seção central, intitulada “Na jornada com Cristo”, contém 28 textos cujo intuito é proporcionar entendimento das doutrinas básicas da fé cristã. A seção “Encontros com Deus” destaca lições de vida extraídas da experiência que 22 personagens bíblicos tiveram com Deus. Já a seção “Desafios da jornada” reúne 22 artigos com alertas e orientações para preparar o leitor sobre o que o espera em sua caminhada de fé.

Cada um dos 66 livros da Bíblia recebeu uma introdução que esclarece o cenário do livro e apresenta um resumo de sua mensagem dentro do contexto maior das Escrituras. Ao final de cada livro, há uma oração e algumas perguntas para reflexão pessoal ou em grupo. A publicação traz ainda uma 'linha do tempo', que apresenta a ordem cronológica dos principais eventos bíblicos; uma sugestão de ´plano de leitura' da Bíblia toda em um ano, com um índice de seções, para que o leitor encontre esses recursos adicionais com mais facilidade, além de mais de 4 mil notas de rodapé.

Diferencial
Um dos diferenciais da Bíblia Sagrada Na Jornada com Cristo é a oferta de um estudo prático, com aplicações concretas nas questões da vida cotidiana, sem perder tempo com superficialidades, atrativos para recém-convertidos e pessoas mais experientes. Elaborada para cristãos de todas as denominações, linhas doutrinárias e crenças teológicas, a obra busca estimular o crescimento e o fortalecimento na vida espiritual.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Editora homenageia escritoras de todos os tempos


O dia 8 de março é a celebração das conquistas políticas, econômicas e sociais das mulheres que, ao longo dos anos, lutaram por seus direitos e espaços. Por isso, a Companhia das Letras selecionou vinte escritoras, clássicas e contemporâneas, brasileiras e estrangeiras, de ficção, poesia e não ficção, que inspiram e mostram que a literatura feita por mulheres é universal.

Hilda Hilst
Homenageada da Flip deste ano, Hilda Hilst é a autora para conhecer em 2018. Nascida em Jaú (SP) em 1930, formou-se em Direito pela USP e, aos 35 anos de idade, mudou-se para a chácara Casa do Sol, próximo a Campinas - onde hoje fica a sede do Instituto Hilda Hilst. Lá, na companhia de dezenas de cachorros, ela se dedicou integralmente à criação literária, entre livros de poesia - onde mais se destacou -, ficção e peças de teatro, se tornando uma das vozes mais trangressoras da literatura brasileira. Em 2017, a Companhia das Letras lançou a coletânea Da poesia, que reuniu pela primeira vez sua obra poética completa. Em maio deste ano, será a vez de sua prosa ganhar uma coletânea, Da prosa.

Chimamanda Ngozi Adichie
Uma das autoras mais celebradas atualmente. Nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977, e vive entre seu país natal e os Estados Unidos. Escreveu os romances Meio sol amarelo, que ganhou o National Book Critics Circle Award e o Orange Prize de ficção em 2007, Hibisco roxo, e Americanah, que será adaptado para a TV pelas atrizes Lupita Nyong'o e Danai Gurira. Além de grande romancista, Adichie ganhou grande notoriedade com seus ensaios sobre feminismo: Sejamos todos feministas (e-book gratuito para download), inspirado em sua palestra no TED, e Para educar crianças feministas, pequenos textos em que fala sobre igualdade de oportunidades para mulheres e homens. Em 2017, os contos da escritora ganharam pela primeira vez uma edição brasileira, reunidos em No seu pescoço. Sua obra, que aborda temas como imigração, racismo, família e feminismo, foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta.

Rebecca Solnit
Considerada criadora do termo mansplaining - quando um homem interrompe uma mulher para explicar alguma coisa que ela já sabe. Escritora, historiadora e ativista, tem dois livros publicados no Brasil: Os homens explicam tudo para mim (Editora Cultrix) e A mãe de todas as perguntas, lançado no ano passado pela Companhia das Letras. Neste livro, ela parte das ideias centrais de maternidade e silenciamento feminino para tecer comentários indispensáveis sobre diferentes temas do feminismo: misoginia, violência contra a mulher, fragilidade masculina, o histórico recente de piadas sobre estupro e outros mais. Ao todo, Solnit escreveu mais de quinze livros sobre feminismo, história indígena e ocidental, poder popular, mudança social e insurreição, entre outros temas contemporâneos. Nascida e criada na Califórnia, é colunista da revista Harper’s e colaboradora do jornal The Guardian.

Lilia Moritz Schwarcz

Antropóloga e historiadora, Lilia é leitura obrigatória para qualquer pessoa que se interessa pela História do nosso país e questões da sociedade (seja do passado ou atual). Ela é professora titular no Departamento de Antropologia da USP, Global scholar na Universidade de Princeton (EUA) e curadora adjunta do Masp. Autora premiada, ganhou o prêmio Jabuti de Livro do Ano em 1999 com As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. Dirigiu a coleção História do Brasil Nação em seis volumes, lançados pela Objetiva/ Fundação Mapfre, sendo três deles indicados para o Jabuti. Sua bibliografia não para de crescer: além de obras como O espetáculo das raças, O Sol do Brasil, Nem preto nem branco, muito pelo contrário, entre outras, escreveu com a historiadora Heloisa M. Starling o livro Brasil: Uma biografia, onde traçam um retrato de corpo inteiro do país, mostrando como o longo processo de embates e avanços sociais inconclusos definiram o Brasil. Em 2017, publicou a monumental biografia Lima Barreto: Triste visionário, resultado de mais de dez anos de pesquisa sobre a vida e a obra do autor de Policarpo Quaresma. Atualmente, Lilia Moritz Schwarcz também mantém uma coluna semanal no site Nexo.

Ana Cristina Cesar
Poeta, jornalista, tradutora e crítica literária: Ana Cristina Cesar nos deixou um grande legado com seus escritos. Nascida no Rio de Janeiro em 1952, tornou-se uma das mais importantes representantes da poesia marginal que florescia na década de 1970. Em sua obra, conjugava a prosa e a poesia, o pop e a alta literatura, o íntimo e o universal, o masculino e o feminino - pois a mulher moderna e liberta, capaz de falar abertamente de seu corpo e de sua sexualidade, derramava-se numa delicadeza que podia conflitar, na visão dos desavisados, com o feminismo enérgico, característico da época. Em 2013, seus poemas estrearam na Companhia das Letras no volume Poética, que reuniu toda a sua produção de poesia, publicada em livros como Cenas de abril, Correspondência completa, Luvas de pelica e A teus pés - além de poemas inéditos e dispersos. Em 2016, ano em que foi homenageada na Flip, lançamos Crítica e tradução, volume que reune textos, artigos e ensaios de Ana sobre poesia, ficção e cinema.

Virginia Woolf
Considerada um dos maiores nomes do romance modernista e uma de suas vozes femininas pioneiras, que influenciou escritores em diversos países graças a livros como Ao farol, As ondas e Orlando. Esteve à frente, com o marido Leonard, do círculo intelectual que viria a ser conhecido como Grupo de Bloomsbury, do qual fizeram parte, entre outros, o economista Keynes e o filósofo e matemático Bertrand Russell. Da autora, o selo Penguin-Companhia publicou dois livros: Orlando, considerado seu romance mais popular, e Mrs. Dalloway, grande marco do romance modernista, pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência de suas personagens. Virginia Woolf é uma autora clássica que não pode faltar na sua estante.

A lista completa pode ser visualizada no blog da Companhia das Letras.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Rico Quadrinhos apoia HQ brasileira sobre Revolução Pernambucana


Produção ganha o selo Rico Quadrinhos, 

criado para incentivar a cultura das HQs no Brasil

Apesar de este não ser o foco do blog, o mercado de Histórias em Quadrinhos (HQ) vem crescendo muito no país; por isso, vale a pena uma notinha sobre o tema.


A HQ nacional A Noiva é um dos destaques. Produzida pela brasileira UEON Productions, acaba de receber apoio de uma editora nacional: a Rico Editora. Trata-se de uma série que reconta, de forma ilustrada, a Revolução Pernambucana, ocorrida em 1817.

Livremente inspirada na obra A Noiva da Revolução, do autor Paulo Santos de Oliveira, a publicação reconta de forma poética, em letras, traços e cores, o que seria o primeiro capítulo de uma série de episódios marcantes do ciclo das revoluções em Pernambuco.

O roteiro fica por conta do dramaturgo e diretor Eron Villar, e as ilustrações são do quadrinista Thony Silas – que possui desenhos para a Marvel e DC Comics no currículo. Ambos pernambucanos.

A série é a primeira publicação da produtora brasileira, que desenvolve conteúdo multimídia. Fundada em Recife, a empresa promove conexão entre várias plataformas de comunicação e a linguagem contemporânea dos quadrinhos. 

Agora, no 4º volume, A Noiva ganha o selo Rico Quadrinhos, criado para incentivar a cultura das HQs no Brasil. Neste número, a história do quadrinho reconta como a revolução segue ganhando forças e avança para o interior de Pernambuco e outros estados da região. Paraíba e Rio Grande do Norte se aliam aos patriotas, mas a poderosa Bahia se declara fiel à Coroa. No Crato, Ceará, Bárbara de Alencar e seu filho, José Martiniano, iniciam um movimento orientados pelo governo pernambucano.

Ficha Técnica
Autor: Janaína Rico
Título: HQ – A Noiva IV
Autores: Leonardo Menezes, Eron Villar e Thony Silas
Editora: Rico Editora
Páginas: 32
Preço: R$ 16

Expansão
O mercado de histórias em quadrinhos no Brasil cresceu muito através dos anos e vem ganhando cada vez mais espaço. A maior procura por esse tipo de entretenimento e o incentivo ao consumo que grandes eventos de cultura pop como a Comic Con Experience e Anime Friends geram, fizeram com que a produção desse tipo de conteúdo tenha crescido no país e aos poucos conquistou seu lugar.
Edições de Turma da Mônica Jovem chegam a vender mais de 300 mil cópias por mês. Selos como Grupo Autêntica e Barricada também apostam no mercado brasileiro com títulos originais e fazem sucesso.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O clube dos oito

Como um grupo de jovens estudantes acabou se envolvendo 
num escândalo que chocou um país

Em seu primeiro romance, Daniel Handler nos apresenta Flannery, uma garota que tem algo muito importante para contar: a história de como se tornou uma assassina.
Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes?
Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.


Publicado pela Editora Seguinte, o lançamento do livro foi no dia 16 de fevereiro. 

400 páginas
Preço médio R$ 44,90

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Jornalista toca fogo na Casa Branca

Jornalista descortina os bastidores do governo Trump

Fire and fury: Inside the Trump White House (Fogo e fúria: Dentro da Casa Branca de Trump), chegou às livrarias americanas no começo de janeiro, e causando rebuliço. No Brasil, o lançamento está previsto para o final de março, mas a Editora Objetiva-Companhia das Letras já está com a pré-venda.

Na obra, o jornalista Michael Wolff revela os bastidores do governo de Donald Trump, o presidente americano mais controverso da história. Graças ao contato privilegiado com o primeiro escalão do governo, o autor pinta um quadro assustador de despreparo, desorganização, assédios, vaidades e guerra contra a mídia (acusada de fabricar as fake news); e ainda contra o Partido Democrata e até a turma do Partido Republicano, pelo qual o próprio presidente lançou candidatura.

Com base em mais de duzentas entrevistas, Wolff apresenta com riqueza de detalhes revelações como:
- Trump e seus assessores mais diretos nunca acreditaram que ganhariam a eleição;
- Ninguém na equipe do presidente acredita que ele tenha capacidade para governar o país;
- Também não compreendem o relacionamento do líder com a mulher, Melania;
- A filha de Trump, Ivanka, conta como o presidente faz o "topete" no cabelo;
- Segundo o autor, a política moderna se faz mais com conflitos do que consenso.

Em resumo, Wolff esmiuça os feudos, lutas e caos na Casa Branca, desde a chegada de Trump ao poder, em janeiro de 2017. O título do livro, por sua vez, reflete o clima da campanha e do governo; mas, também se traduz na polêmica causada no lançamento. 

Até mesmo os advogados do presidente norte-americano tentaram impedir na Justiça a venda do livro; e no Twitter, o próprio Trump disparou adjetivos ao autor, chamando-o de "triste, falso, cheio de mentiras". Foi tanta confusão que a primeira consequência foi a briga pública entre Trump e o ex-assessor presidencial Steve Bannon - cuja razão é explicada no livro de Wolff.

384 páginas
Pré-lançamento: R$ 50 / e-book: R$ 30

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Bíblia dos militares

Obra é considerada o livro secreto do Exército 
e retrata o período do regime militar


Com 925 páginas, a versão definitiva do ORVIL - Tentativas de tomada do poder, é um compêndio organizado em 1985, que traz a versão de oficiais do antigo Centro de Informações do Exército (CIE), destacando o golpe de 1964 – ou contrarrevolução, como preferem seus autores – e as histórias de combate a grupos opositores ao regime, durante os anos 60 e 70 no Brasil.
Orvil, Livro ao contrário, era o código usado pelos militares para se referir ao projeto que estava sendo escrito desde os anos da ditadura. A obra é assinada pelo tenente-coronel reformado, Lício Augusto Maciel, e pelo tenente reformado José Conegundes Nascimento, que trabalharam sob a coordenação do general Agnaldo Del Nero Augusto, falecido em 2009. Com riqueza de detalhes, as páginas descrevem as quatro tentativas de tomada do poder pelos comunistas, que queriam implantar no Brasil um governo totalitário e com suas próprias regras. 

Em fins de 1987, o texto estava pronto, porém, a obra recebeu a denominação de Tentativas de tomada do poder e foi classificada com o grau de sigilo reservado. Por esse motivo, o ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, não autorizou a sua publicação de imediato, sob a alegação de que a conjuntura política não era oportuna.

Editora Schoba fez, no início de 2017, o relançamento da obra (a 1ª edição foi em 2012), considerada a Bíblia dos militares, disponibilizando um número limitado de exemplares para venda. O custo inicial era de R$ 140; agora, pode ser encontrado por R$ 70 em média.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Livro aborda novo viés econômico para o mundo fashion



Consultor italiano defende que o modelo de negócios no mundo fashion é mais importante que as criações

Economida da Moda é o segundo livro de Enrico Cietta, consultor italiano que busca levar a empresários, profissionais e estudantes de moda conhecimentos e discussões acerca dos inúmeros negócios que a indústria fashion é capaz de gerar, direta ou indiretamente.

O título sugere que hoje um modelo de negócio vale mais que uma boa coleção, e o Brasil foi escolhido para o lançamento mundial porque Cietta, nos últimos anos, fez uma série de consultorias para marcas nacionais e com isso conviveu de perto com questões de nosso país. Para o autor, aqui é um lugar muito interessante para experimentações, devido a fatores como: população jovem, facilidade com o celular e acessibilidade a internet.

Algumas particularidades brasileiras também chamaram atenção do consultor italiano, como o caso das sacoleiras - fenômeno ainda mais forte em regiões como o Nordeste, em que há empresas que faturam até 90% com essas profissionais autônomas - situação sem paralelo em qualquer outro país.

O livro foi lançado pela editora Estação das Letras e Cores, com versões em Inglês e Italiano, além do Português. A obra ainda amplia as discussões de A Revolução do fast-fashion - Estratégias e modelos organizativos para competir nas indústrias híbridas, publicado em 2010.

Economia criativa
Cietta esclarece que teve o intuito de facilitar a explicação dos temas debatidos em contextos acadêmicos, geralmente, com uma linguagem distante do dia-dia das empresas e do mercado. "Meu objetivo é explicar como o economista pode ajudar uma empresa de moda a crescer e que relações existem entre a teoria econômica e a gestão da empresa. Nesse livro, é apresentada pela primeira vez a teoria dos produtos criativos híbridos, cujos valores são construídos seja no aspecto físico/material como no criativo/imaterial; e de como esses produtos estão mudando a escolha dos consumidores e o jeito de competir das empresas."

Segundo ele, os estudos acadêmicos "tratam quase sempre da economia da empresa, e não do setor específico da moda". É essa mudança de viés que o autor busca nos dez capítulos em que aborda, praticamente, toda a indústria fashion e suas nuances.

Entre os temas discutidos, está o desafio das empresas se tornarem, de fato, sustentáveis. Segundo ele, hoje as marcas mais evoluídas do setor entendem que precisam agregar valor à cadeia inteira, e não apenas no produto final que chega às mãos dos consumidores. Outro ponto interessante da obra é como a economia criativa pode ser usada pelas marcas.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Livro-reportagem resgata história de diplomata durante a ditadura

Autor lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas

Durante o regime militar, em 1970, o diplomata brasileiro Paulo Dionísio de Vasconcelos morre em circunstâncias misteriosas na cidade holandesa de Haia. À época, as autoridades não se empenharam em desvendar o episódio obscuro. Essa história é contada pelo jornalista Eumano Silva no livro A morte do diplomata: um mistério arquivado pela ditadura, que traz informações inéditas sobre o caso.

Publicado pela Tema Editorial, o livro percorre a vida de Paulo Dionísio e suas conexões com a diplomacia brasileira. É nesse contexto que o jovem vindo de Minas Gerais projeta sua trajetória pessoal e profissional, interrompida pouco antes de completar 35 anos de idade. Com linguagem direta e substantiva, Eumano lança mão da estrutura narrativa dos livros de ficção policial para contar uma história verdadeira, baseada em documentos e entrevistas.

Foram dois anos de trabalho para reconstituir os fatos de quase cinco décadas e montar a reportagem sobre um personagem à margem do fio principal dos acontecimentos, mas que proporciona uma visão singular do cotidiano daqueles dias atravessados pelo regime militar. A família de Paulo Dionísio franqueou ao autor do livro documentos, fotos, recortes de jornais e até mesmo o diário pessoal do diplomata, que tinha o hábito de escrever copiosamente sobre os mais variados temas.

Mais do que isso, os familiares concederam-lhe uma procuração para ter acesso a documentos do Itamaraty relacionados ao caso. O resultado é rico em informações inéditas, com a ressalva de que “foi um trabalho totalmente independente, sem nenhuma interferência”, como sublinha Eumano. No meio do processo minucioso de pesquisa, o autor deparou-se com documentos reveladores sobre o cenário em que a diplomacia brasileira estava mergulhada à época.

Constatou, por exemplo, a extensão da teia de vigilância armada para acompanhar os movimentos do líder católico brasileiro, Dom Helder Câmara, em países estrangeiros; também apurou as iniciativas dos comandantes militares para apresentar no exterior um país risonho e bem-sucedido.

Autor de outra obra sobre o período ditatorial no Brasil: Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha, Eumano Silva oferece aos leitores essa nova incursão no livro-reportagem, com a marca do rigor jornalístico e a ambição do pesquisador reconhecido pelo conhecimento sobre o tema.


208 páginas
Preço médio R$ 35

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Boa Nova traz obras que auxiliam no desenvolvimento espiritual





A Boa Nova, editora especializada em livros para o público espírita lançou, no final de 2017, publicações que visam contribuir com a evolução cultural e espiritual de seus leitores. Os livros trazem em meio às histórias, temas como autoconhecimento, aceitação e desenvolvimento humano. Vamos às obras!




Você se considera realmente livre? O que é a verdadeira liberdade? Tem pensamentos e crenças que limitam seus passos na vida? Emoções negativas e pesadas tiram diariamente sua alegria de viver e sua espontaneidade? A ansiedade e o medo cerceiam seu caminhar? Descubra como se libertar de amarras mentais e emocionais que encarceram o seu ser na insatisfação ou até em processos depressivos. 








Milton Menezes explica os sofrimentos com base em uma visão do homem e da vida, incluindo a dimensão espiritual e a reencarnação. Com experiência em milhares de sessões terapêuticas, integrando a Terapia de Vidas Passadas (TVP) e Regressão de Memória, o autor apresenta uma perspectiva pedagógica para a experiência do     
sofrimento. Como podemos superá-lo exercitando o aprendizado no dia a dia. A obra é destinada a estudiosos e interessados no assunto e aos que passam por experiências dolorosas e buscam um sentido para seu sofrimento.





Reginaldo e Denise têm o único filho, de 20 anos, assassinado por traficantes. O episódio abala a estrutura familiar e o sentimento de culpa provoca esfriamento na relação do casal, transformando-os em inimigos sob o mesmo teto. Inconformados e desconhecedores da sobrevivência da alma após a morte física, eles entram em declínio psicológico, tornando suas vidas cheias de dores e frustrações. Porém, após um ano do fato, Reginaldo é conduzido, durante o sono, às regiões espirituais, onde passa por uma experiência que irá mudar radicalmente seu conceito sobre a morte de entes queridos e a regência das leis divinas.